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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Sobra carneirismo onde falta integridade

Zé LG, 13.07.08

O que mais me incomoda e revolta na vida são as injustiças. Todas elas, mas principalmente as praticadas contra os mais fracos. Perante estas tenho dificuldades em me conter e não intervir, naturalmente em defesa dos mais fracos.

Ao longo da minha vida política, quer a nível partidário quer a nível institucional, tenho assistido a algumas situações que me fizeram perder o respeito por pessoas que considerava, devido a atitudes ou comportamentos reveladoras de falta de carácter.

Sempre me incomodaram, como disse, as injustiças, para além de outras situações que considero menos correctas ou mesmo incorrectas. Por isso, é com naturalidade que, desde sempre, assumi uma intervenção crítica contra essas situações.

Durante muito tempo limitei essa minha intervenção crítica aos chamados “locais próprios”.

Depois, e perante a falta de eficácia da crítica nesses locais, aproveitei alguma visibilidade, que entretanto adquiri, para procurar alargar o campo de reflexão e debate sobre o que me parece necessitar de mudança.

Sempre agi em conformidade com a minha consciência, sem nunca me ter deixado usar por outros nem ter tentado levar fosse quem quer que fosse a acompanhar-me nessas intervenções e tomadas de posição críticas.

Apesar disso, não raras foram as vezes em que muitos me manifestaram a sua concordância e, nalguns casos, o seu apoio, mais ou menos activo.

É por isso, que sempre me incomodou e revoltou o facto de pessoas que, voluntariamente e sem qualquer pressão da minha parte, entenderam manifestar a sua concordância com as minhas posições ou apoio às minhas intervenções, acabarem, mais tarde, por se esconderem atrás do silêncio ou agirem em desconformidade com as posições que antes assumiram.

Nalguns casos, mais graves ainda, algumas dessas pessoas não se limitaram “a dar o dito por não dito” como seguiram caminhos mais convenientes, mais de acordo com os seus interesses e orientações dos poderes estabelecidos.

Ou seja, trocaram a integridade, que deveria ser um traço de carácter inalienável, pelo carneirismo mais abjecto, com os olhos postos em desejadas carreiras de sucesso.

Não pretendo, com estas minhas palavras, fazer juízos de valor ou morais mas apenas dar testemunho pessoal de situações que me parecem demasiado generalizadas, que degradam qualquer sociedade.

Importa, para evitar que essa degradação se continue a acentuar, retomar a ideologia e as causas, revalorizando os valores mais positivos.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 09.07.2008.

 

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