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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Não tenham medo de abrir “Caminhos de Futuro”

O 14º Congresso Alentejo XXI realiza-se nos próximos dias 14 e 15 de Junho, no Cine-Teatro Municipal Pax-Júlia, em Beja.

Desde o primeiro que têm sido criadas e alimentadas polémicas sobre o interesse, o modelo, e a democraticidade do Congresso.

Quem tem tido uma postura mais preconceituosa e, a partir de uma determinada altura, procurando fazer abortar a sua realização é a Federação do Baixo Alentejo do PS, que ainda agora diz que não sabe se vai participar neste 14º Congresso Alentejo XXI.

Os argumentos utilizados ou é o medo da organização ser dominada pelo PCP ou outros, que vão inventando em cada edição, ou nem sequer se dão ao trabalho de apontar qualquer explicação para a sua posição, como parece ser o caso.

Salvo erro, no último congresso, foi o modelo que foi muito questionado, tendo ficado decidido que deveria ser repensado.

É evidente que algumas críticas feitas ao Congresso são pertinentes, sendo talvez a mais importante a inconsequência das suas conclusões.

É igualmente evidente que é o PCP e os seus militantes que mais se empenham na sua realização.

Mas, para além destas constatações, importa apurar porque é que tal acontece.

Vamos por partes.

Porque é que os outros partidos não se empenham tanto quanto o PCP? É porque não os deixam ou porque não querem?

Pelo que julgo saber, acho que as inúmeras individualidades de todos os quadrantes partidários ou sem partido, que, em representação de várias instituições, têm participado activamente na realização das diversas edições do Congresso, não terão quaisquer razões de queixa a apresentar sobre a democraticidade do mesmo.

Quanto à crítica sobre a inconsequência das conclusões do Congresso ela deve ir inteirinha para todos, principalmente para os que têm maior influência junto do poder central, por não terem conseguido levá-las à prática ou influenciar decisivamente quem as podia concretizar.

Com efeito, o Congresso não é mais do que um espaço de análise e discussão da situação que a região vive, de onde são retiradas conclusões que constituem propostas para a melhorar, que cada um, com o poder que tem, deve procurar levar à prática.

O Congresso não tem uma estrutura fixa nem meios que lhe permitam, só por si, concretizar seja o que quer que seja.

Mas as verdadeiras explicações para as polémicas geradas em torno do Congresso são outras e estas, infelizmente, muito frequentes no Alentejo, que consistem em por em causa e criticar tudo que é feito, que não seja da nossa iniciativa e que não possa ser controlado a nosso belo prazer.

Este Congresso Alentejo XXI, conforme o presidente do seu Secretariado Permanente, o presidente da Câmara Municipal de Beja, Francisco Santos, não se tem cansado de afirmar, pretende acabar com o discurso lamechas e abrir “Caminhos do Futuro”.

Por isso não é de estranhar que os temas escolhidos para discussão sejam:

- Estratégia para o Desenvolvimento;

- Instrumentos para o Desenvolvimento;

- Regionalização.

Por isso também, será de esperar que aqueles que vêem em tudo o que mexe manifestações contra o governo - tal é a consciência pesada que carregam! – descontraiam e participem activamente e sem preconceitos no 14º Congresso Alentejo XXI, dando os seus contributos para enriquecer as suas conclusões e, depois, procurando que sejam concretizadas.

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 28.05.2008. 

 

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