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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Fuga em frente” nos grandes empreendimentos

O governo de José Sócrates parece ter adoptado a teoria da “fuga em frente”, na sua estratégia política, principalmente, no que ao Alentejo diz respeito.

Vejamos o que se está a passar com alguns dos mais importantes empreendimentos para a região, apontados, vezes sem conta, pelo governo e pelo partido que o suporta, como a solução milagrosa para o desenvolvimento do Alentejo.

A nova Administração da EDIA, nomeada pelo actual governo, anunciou prazos mais curtos para conclusão das obras, que nem mesmo que fossem cumpridos todos os calendários seria possível cumprir.

Apesar disso, quer a Administração da EDIA quer o governo insistem em apontar o prazo mais curto como dado adquirido, o que só poderá ser comprovado na próxima legislatura.

Entretanto, o governo não há meio, por mais que os agricultores insistam, em definir e divulgar o preço que irão pagar pela utilização da água de Alqueva, tendo, por isso, grandes dificuldades em definirem e avaliarem, correcta e seguramente, os seus investimentos em regadios.

As obras de execução das infra-estruturas do Aeroporto de Beja não ficarão concluídas este ano, devido a problemas surgidos na adjudicação de uma das empreitadas, mas toda a gente continua a afirmar que o Aeroporto ficará concluído na data inicialmente prevista.

Entretanto, o governo ainda não divulgou qual a entidade que vai explorar o Aeroporto, qual o modelo de exploração e quais as tarifas que vão ser cobradas e, assim, se continua sem se conhecer a sua efectiva viabilidade e qual a utilização espectável.

Esperemos que a repetição de anúncios “voluntaristas” de prazos de conclusão das obras mais curtos do que seria razoável e aconselhável apontar, atrasos efectivos e outras dificuldades processuais mais que previsíveis e o adiamento na aprovação de modelos de exploração e de tarifas dos empreendimentos não estejam a ser geridos pelo governo de forma a que eventuais ónus não possam ser cobrados antes das próximas eleições.

Ou seja, parece que estas indefinições se enquadram naquele lema brasileiro que diz, mais ou menos, assim: “Não deixe que nada o desanime, pois até mesmo um pontapé na bunda o empurra para a frente”.

Não sabemos é se um pontapé na dita, aplicado na altura certa e com a intensidade adequada, não provocará mesmo o desânimo de José Sócrates e dos seus seguidores…

A gestão oportunista de processos importantes para as regiões e para as populações nem sempre resulta bem. Basta que seja entendida em tempo útil…

 

Lido na Rádio Terra Mãe, em 07/05/2008.

 

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