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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Há Mais Alentejo!

Zé LG, 03.10.07

Na passada Terça-Feira, em cerimónia presidida pelo Presidente da República, foram entregues os Prémios Gazeta, atribuídos, este ano, ao alentejano Jacinto Godinho, da RTP1, o Grande Prémio Gazeta 2006, a João Pacheco, da revista “Pública”, o Prémio Gazeta Revelação, a Manuel António Pina, a Gazeta de Mérito, e à revista “Mais Alentejo, o Prémio Gazeta Imprensa Regional

Estes são, seguramente, os galardões que os órgãos de comunicação social e os jornalistas recebem com maior satisfação, porque “Colocados sob a égide do primeiro jornal português, os Prémios Gazeta, atribuídos pelo Clube de Jornalistas, têm por objectivo a valorização dos jornalistas portugueses, assim como o estímulo da qualidade do jornalismo.”

Depois de há meia dúzia de anos o semanário “Diário do Alentejo” ter alcançado o Prémio Gazeta Imprensa Regional, voltou uma publicação alentejana – a revista mensal Mais Alentejo - a merecer a mesma distinção.

A revista Mais Alentejo recebeu agora o Prémio Gazeta Imprensa Regional porque, segundo o Júri, “conquistou, graças a uma qualidade gráfica invulgar e uma informação atenta e plural sobre figuras e realidades da vasta região alentejana, um espaço, influência e prestígio que a colocam entre os bons exemplos de uma renovada Informação regional, cada vez mais viva e actuante”.

O alentejano Jacinto Godinho foi galardoado com o Grande Prémio Gazeta 2006, pelos três trabalhos da série “Ei -los que partem - História da Emigração Portuguesa”,  tendo o Júri assinalado “a oportunidade e exemplo de serviço público do trabalho realizado, sobretudo quando, volvidos quatro séculos durante os quais Portugal funcionou como ponto de partida, o País constitui, agora, ponto de chegada de populações oriundas do mundo inteiro.”

Tratando-se de realidades diferentes – o “Diário do Alentejo”, a revista “Mais Alentejo” e o jornalista da RTP1, Jacinto Godinho -, devem, depois de terem sido credores de tão relevante distinções, merecer o nosso reconhecimento.

Muitas vezes, só conseguimos reconhecer o mérito do que é nosso e nos pertence depois de outros o fazerem. Outras vezes nem mesmo assim. Esperemos que não seja o caso…

A “Mais Alentejo”, ao contrário do “Diário do Alentejo”, que é propriedade da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, e da RTP1, onde trabalha Jacinto Godinho, que é propriedade do Estado, é um projecto pessoal e familiar do Jornalista António Sancho e sua companheira Filomena Ramos, com, ainda, poucos anos de vida.

É um caso evidente de empreendedorismo, como hoje se diz, resultante de uma aposta de um profissional que, depois de trabalhar em vários órgãos de comunicação nacional, decide regressar às origens – o Alentejo – para produzir aqui um produto jornalístico de qualidade.

Numa região desertificada, onde a fragilidade dos mercados publicitário e de leitores, únicos suportes da revista, é por demais conhecida, a “Mais Alentejo” tem-se vindo a afirmar cada vez mais como um projecto promotor da região de elevada qualidade.

Estes são mais alguns exemplos que mostram que somos uma região e um povo vocacionados, cada vez mais, para produzir em qualidade.

Apesar de sermos poucos, o mérito de alguns vai sendo reconhecido e, apesar das múltiplas dificuldades, alguns projectos vão tendo êxito, senão financeiro pelo menos na qualidade dos seus produtos.

Devemos agarrar-nos a estes casos de sucesso reconhecido para alimentarmos a nossa auto-estima e multiplicarmos os projectos empreendedores e inovadores.

Há Mais Alentejo e pode haver melhor Alentejo, para além das desgraças e dificuldades com que somos confrontados.

 

Lido na rádio Terra Mãe, em 27.09.2007

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