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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PS ganhou as eleições para a Câmara de Lisboa

 Como era esperado, mas com uma votação aquém do que todas as sondagens apontavam, o PS ganhou as eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, com 29,5% (6 eleitos), uma das piores votações alcançadas pelo PS em todas as eleições realizadas desde 1999. Foi um resultado curto para António Costa, ex número dois do PS e do governo, que pediu maioria absoluta.

 

A lista de Carmona Rodrigues ficou em 2º lugar, com 16,7% (3 mandatos), seguida do PSD, encabeçada por Fernando Negrão, em 3º lugar, com 15,7% (3 mandatos). As duas candidaturas, em conjunto, ficaram muito aquém da votação (42,4%) obtida, em 2005, pelo PSD, com Carmona Rodrigues à frente.

 

A candidatura de Helena Roseta ficou em 4º lugar, com 10,2% (2 mandatos), sendo a grande vencedora, porque partiu do nada.

 

A CDU, encabeçada por Ruben de Carvalho, ficou em 5º lugar, com 9,5% (2 mandatos) e o BE, com José Sá Fernandes à cabeça, ficou em 6º lugar, com 6,8% (1 mandato). Com os mesmos candidatos, alcançaram os mesmos mandatos mas baixaram a votação, com deslocação de votos para a candidatura de Helena Roseta, na minha opinião.

 

O CDS, com Telmo Correia á frente, ficou em 7º lugar, com 3,7%, ficando sem qualquer eleito na Câmara, o que acontece pela primeira vez.

 

O MRPP, com Garcia Pereira à frente, ficou em 8º lugar, com 1,6%, duplicando a votação obtida em 2005.

 

Todos os restantes partidos, embora tenham subido as suas votações, não atingiram 1% da votação.

 

A abstenção ultrapassou os 62%, a maior de sempre. Mesmo os partidos que eram conhecidos pela militância dos seus eleitores foram afectados por ela.

 

Em resumo:

1 – Os eleitores mostraram não acreditar que as eleições intercalares resolvessem os problemas de Lisboa, preferindo dedicar o Domingo a outros afazeres;

2 – O PS e António Costa safaram-se à justa, ficando muito longe da ambicionada maioria absoluta;

3 – Os votantes castigaram mais o PSD do que Carmona Rodrigues pela má gestão da Câmara;

4 – As direitas sofreram pesadas derrotas, que puseram as lideranças do PSD e do CDS em causa;

5 – A CDU e o BE, os únicos que apresentaram os mesmos cabeças de listas (Carmona mudou de lista), embora tenham mantido os mesmos vereadores, não conseguiram manter as votações anteriores;

6 – As duas candidaturas independentes alcançaram mais de ¼ da votação (27%), pondo mais em causa os partidos, principalmente os de maior expressão eleitoral;

7 – Confirmou-se a minha previsão de um maior equilíbrio entre as forças políticas representadas na Câmara, o que aconselha maior cuidado nas opções e dificulta mais os desmandos na gestão da Cidade;

8 – Os próximos tempos vão mostrar quem defende princípios e programas e quem se bate por lugares;

9– Nem o PS conseguiu um resultado que mostrasse um apoio inequívoco ao governo nem as oposições conseguiram mostrar que o governo já caiu em desgraça;

10 – E, assim, lá vai Lisboa…

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