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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Janeiras em Alvito

Zé LG, 02.01.07

“Fui por esta ru’ àbáxo

Di um tope num cortiço

Log’ o ’ coração disse

Que m’ haviom dar chouriço”.

 

“Fui por esta ru’ àbáxo

Di um tope na calçadaj

Log’ o coração disse

Que me davom carn’assada”.

 

“Fui por esta ru’ àbáxo

Di um tope num anéli

Log’ o coração disse

Que me davom bôl’-de-méli”.

 

“Ó sinhores desta casa,

mulheres e homens tamêi,

Venhom-nos dar a jemola

Por alma de quem lá têi”.

 

Estas quadras de carácter “profano” foram adaptadas e eram cantadas pelos “janeireiros” de Alvito na 2ª metade do século XIX e primeiras décadas do XX.

Foram recolhidas pelo Prof. Joaquim Roque (O Ciclo do Natal no cancioneiro do Baixo Alentejo, “Mensário das Casas do Povo”, 1950/1), conforme é referido em “Alvito… há cem anos. Memórias e Retratos”, de Joaquim Palminha Silva – edição de 2000 da CM de Alvito e INATEL.

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