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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O poeta solitário de Alvito

ALENTEJANOS DA HISTÓRIA

Raul de Carvalho
O poeta solitário de Alvito

 “Perpassa na poesia de Raul de Carvalho um desespero anárquico constantemente dividido entre um terno sentimento e uma solidão angustiosa”. Quem o afirma é o crítico Serafim Ferreira, analisando assim a obra poética de Raul de Carvalho, que na sua solidão envolve de “recôndita ternura os Homens e os seres que os rodeiam” através de uma escrita onde as influências de Fernando Pessoa e Teixeira de Pascoaes são bem notórias. Nascido em Alvito a 4 de Setembro de 1920, Raul Maria de Carvalho passou toda a sua infância no Baixo Alentejo, onde brincou ao sabor do vento e das estações na planície. Um período de memórias que jamais esqueceu e sempre fez questão de deixar bem vincado nos seus livros mais autobiográficos.
Depois da infância passada em Alvito, Raul de Carvalho rumou, em plena década de 40, até Lisboa, onde se tornou frequentador do mítico café Martinho da Arcada. Foi lá que começou a contactar com grandes personalidades do meio literário da época, revelando igualmente uma enorme preocupação pela condição dos mais desfavorecidos. Raul de Carvalho assumiu então as afinidades que o ligavam ao movimento neo-realista e surrealista, tornando-se colaborador das revistas “Távola Redonda”, “Cadernos de Poesia” e “Árvore”, onde chegou a co-director entre os anos de 1951 e 1953. Em 1956 foi premiado com o “Prémio Simon Bolívar” no Concurso Internacional de Poetas de Siena (Itália) e a partir daí dedicou-se de corpo e alma à poesia, editando várias obras.
Raul de Carvalho morreu em 1984, a um dia de completar 64 anos de vida, no Hospital de São João, no Porto.

In CORREIOALENTEJO

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