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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Impõe-se o retorno à política da visão humanística”

Zé LG, 12.12.13

«Parece que anda por aqui muita gente que ainda acredita que existe um papel determinante na atividade politica das nações que as personalidades fortes e ativas podem desempenhar. Se bem que se tenha por historicamente adquirido que isso foi um facto, hoje se constata que os factores determinantes e condicionantes da política dos governos (transformados em meras administrações) se situam numa esfera inacessível aos cidadãos. A financeirização do capitalismo globalizado é uma realidade dura e geradora de grandes perversões e perigos para a Humanidade, como o Papa Francisco recentemente apontou. A questão que exprime o desafio que a Humanidade tem de saber enfrentar e corrigir ainda se pode inspirar no aforismo marxiano de que não basta conhecer a realidade, é preciso transformá-la. Começando pelos fins (ou melhor, pela finalidade da luta política, não necessariamente de classes…), essa é precisamente a grande dificuldade: compreender o mecanismo do mundo atual. A globalização da economia alimenta-se da dinâmica gerada pelas diferentes fases históricas em que o desenvolvimento das economias regionais se encontra: países que ontem eram “terceiro mundo” hoje são os que têm maiores índices de crescimento, em resultado da deslocação de investimentos, retirados do “primeiro mundo” em busca de fatores de produção menos onerosos, condenando à retracção as economias “velhas”. No meio disto, os cidadãos do chamado “ocidente” vão ficando depauperados, não sabendo o que fazer, sentindo-se abandonados à sua má sorte pelos políticos… Mas terão eles culpa? Porque morreu a força das ideologias? Quer-me parecer que uma questão se torna clara: terá sido o abandono da visão social por parte da social-democracia, vestindo o papel de gestores do liberalismo económico, precisamente uma das mais importantes causas do recuo civilizacional que assistimos. Impõe-se pois o retorno à política da visão humanística. Não apenas no discurso retórico. Precisamos de políticos que tenham essa convicção.

Catarina a 7 de Dezembro de 2013 às 10:57», em: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2599411.html#comentarios

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