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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Fazes-me muita falta, Figueira Mestre

Zé LG, 09.02.13

Fazias hoje 58 anos, se não tivesses morrido há quase quatro anos. Tinhas menos um ano e três dias do que eu. Ambos aquarianos, tímidos, apaixonados e um pouco loucos. Falávamos e discutíamos muito sobre a vida, a política e o mundo, a nossa cidade e a nossa região, nós e as nossas vidas. Talvez tenhas sido o Amigo com quem tenha tido uma relação mais íntima. Entre nós, praticamente, não havia segredos. Nem podia haver, tal era a cumplicidade que existia entre nós e o conhecimento que tínhamos um do outro. Bastavam sinais ou meias palavras para percebermos o que o outro queria.

Fazes-me muita falta, talvez mais do que nunca antes. Como seria bom poder trocar impressões e discutir contigo a nossa cidade e a nossa região, que tu tanto amavas. Apaixonadamente e, por isso, por vezes, irracionalmente. Estou a imaginar-te a fervilhar de ideias, a não me (nos) deixar sossegar um segundo porque te tinha surgido uma ideia nova que querias partilhar e discutir ou porque me (nos) querias "dar nas orelhas" porque achavas que andava(mos) a fazer asneiras. Enfim, contigo presente tenho a certeza de que teria(mos) um crítico atento, activo e interveniente. Beja teria muito a ganhar se ainda pudesse contar contigo.

 

 Há cerca de um mês, uma pessoa, amiga comum, surpreendeu-me, oferecendo-me esta pintura de Figueira Mestre. Surpreendeu-me ainda mais ao dizer-me que me oferecia o quadro por entender que era na minha posse que ele ficava melhor. Fiquei sem palavras... mas reconhecidamente agradecido por poder ter comigo um trabalho do Figueira Mestre e pelas suas palavras. 

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