Podem esperar sentados
... todos os que ainda alimentavam a esperança do primeiro-ministro ter algo a apresentar que gerasse alguma esperança de que as coisas podiam começar melhorar em breve.
O problema de Passos Coelho e do seu governo não é de comunicação, como alguns tentam fazer crer numa tentativa desesperada de o defender. O problema é de política, da política de desmantelamento, pedra a pedra, do estado social, do trabalho com direitos, dos direitos civilizacionais que tanto custaram a conquistar.
Nesta entrevista à TVI, Passos Coelho limitou-se a reafirmar que persistirá nesta política de desastre nacional, continuando a agravar as já bastante más condições de vida de cada vez mais portugueses. Prova disso foi a afirmação de que iria despedir mais funcionários públicos, cortar mais nos salários e pensões e na educação, admitindo a criação de proprinas nos outros níveis de ensino.
Passos Coelho, ao contrário do que se arroga - desempenhar um papel histórico -, já perdeu o prazo de validade e passará à história como o pior primeiro-ministro da democracia portuguesa. E a responsabilidade não é apenas da pesada herança que herdou nem da conjuntura internacional desfavorável. É também e principalmente da política passadista que persiste em cumprir.
