“Era importante e simpático que nos avisassem”
De acordo com Manuel castro e Brito, presidente da ACOS, os resultados negativos da EXPOBEJA devem-se não apenas ao momento económico e financeiro atual, mas “sobretudo à prática que foi imposta pela autarquia na gestão da empresa, uma prática que revela uma visão política e de Estado, que não se coaduna com o mundo empresarial. O Parque de Feiras e Exposições de Beja foi uma grande conquista e deve funcionar em prol do desenvolvimento da região e não para fazer política”, sustenta castro e Brito.
“Era importante e simpático que nos avisassem, enquanto sócios, que querem acabar com a empresa. A ACOS não aceita a política do facto consumado, como se nada tivesse a ver com aquilo”, adianta Castro e Brito.
O modelo de gestão futura do Parque de Feiras e Exposições de Beja, após a extinção da ExpoBeja, que terá de ser consumada nos próximos seis meses, ainda vai dar muito que falar. Castro e Brito recusa liminarmente participar numa gestão conjunta: “Ou avançam eles, ou avançamos nós. Já percebemos que em conjunto não vamos a lado nenhum”. Pulido Valente não exclui a hipótese de passar a gestão para a ACOS, mas teme que tal decisão não obtenha a aprovação da Assembleia Municipal. Pelo que o mais provável será que seja a própria câmara a assegurar a gestão daquela infraestrutura, ressarcindo a ACOS da sua quota no capital social da empresa e liquidando as dívidas que permanecem em aberto.

