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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Os três anos já passados mostraram que não está a conseguir

Depois de ter começado o mandato com uma certa ponderação no discurso, Jorge Pulido Valente (JPV) disparou com aquela de que finalmente a democracia tinha chegado a Beja. Esperei que tivesse sido um excesso de linguagem no meio da natural euforia resultante de uma vitória difícil e para satisfazer apoiantes mais radicais. Mas enganei-me, porque JPV tem continuado a insistir nesse nível – o do excesso de linguagem -, perfeitamente desajustado da realidade.

JPV ainda não parou de desculpar a inépcia do seu mandato com a “pesada herança” e a conspiração e o boicote dos comunistas, como se não percebesse que os resultados das eleições resultaram de uma convergência do PS com a Direita para acabar com essa tal “pesada herança”…

Tenho gostado de ouvir e ler JPV sobre as questões do desenvolvimento. Porque não se concentrou ele nesse combate necessário, urgente, motivador e mobilizador pelo desenvolvimento da região e do concelho e passou ao lado da politiquice, com que, manifestamente, não tinha nada a ganhar? Era nesse desafio que devia ter apostado e colocado todas as suas energias. Porque assim não optou todos ficámos a perder.

Este seu mandato não tem corrido bem. Basta ler ou ouvir a sua própria apreciação e a de alguns dos que mais o apoiaram para perceber isso. E isso não se ficou a dever, apenas nem principalmente, à “pesada herança” e a outras naturais dificuldades. Revelou também o excesso de promessas e as dificuldades na sua concretização, as elevadas expectativas geradas, a inconsistência de apoios obtidos, as debilidades da equipa, a confrontação com a realidade política actual, do Poder Local e do Concelho.

Só já falta um ano para mostrar que não foi um mandato perdido, como diz a oposição, mas que foi um mandato de “arrumação da casa”, preparação de projectos para o futuro e concretização dos pilares do programa Beja Capital, como repete JPV. Continuo a achar que está enganado e em fuga para a frente.

Para além da oposição natural, cedo perdeu a paciência e a confiança de muitos dos que o apoiaram. Não só dos que o apoiaram para correr com os comunistas mas também de alguns dos seus camaradas do PS. A “pesada herança”, a “conspiração” dos trabalhadores comunistas, incompreensões e dessolidarizações podem ter servido, durante algum tempo, para fazer esquecer a demora ou incapacidade na concretização de promessas eleitorais, incluindo as apontadas como mais urgentes e as que não necessitavam de grandes verbas, mas, cada vez mais, essas justificações são vistas como desculpas, por cada vez mais gente.

Ninguém esperava que já tudo o que prometeram estivesse concretizado ou em vias disso. Mas já era de esperar que já fossem claros o rumo e a estratégia com que pretendem implantar os pilares do programa Beja Capital e, principalmente, que já tivessem sido concretizadas todas as medidas urgentes anunciadas.

Como referi há três anos, não me parecia que o chamado “marketing territorial” e alguns eventos sociais fossem suficientes para justificar a tão prometida mudança, até porque, como se tem visto e apesar dos atrasos e alterações na sua concretização, foram projectos e iniciativas vindos de trás os que maior relevância e melhor apreciação têm tido, incluindo alguns que tanto criticaram.

O enconchamento e o autismo perante as dificuldades nunca são as atitudes mais aconselháveis e úteis para as ultrapassar. Perante as promessas feitas e as expectativas geradas, fazer o mesmo que a anterior gestão é pouco. Fazer menos é o caminho certo para o suicídio.

O concelho e as suas gentes precisam e exigem mais. E JPV prometeu mais e melhor... Os três anos já passados mostram que não está a conseguir.

Texto redigido com base numa carta aberta que escrevi a JPV e aqui publiquei.

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