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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

É preciso acreditar na mudança e mudar mesmo!

Muita gente (eu incluído) reclama a necessidade de uma nova forma de fazer política e de novos agente políticos. Mas depois, não raras vezes, para não dizer quase sempre, quando alguém mete as mãos à obra, acaba, invariavelmente, por repetir as fórmulas antigas, usadas pelos partidos tradicionais. Já para não referir que sempre que alguém mostra essa intenção é recebido com desconfiança até por aqueles que reclamam essas mudanças.

Não é, por isso, de estranhar que muitos, quase todos, acabem por desistir desse empreendimento de tentar mudar a situação e se acomodem na grande maioria de descontentes, desiludidos, descrentes e fartos de “dar para esse peditório”.

Mas, apesar disso, há quem resista e não se resigne à ideia da inevitabilidade desta situação e da sua imutabilidade. Há ainda quem continue a acreditar e a apostar em fórmulas novas, em novos paradigmas, mais capazes de envolver e mobilizar as pessoas e de as fazer participar na procura de um (ou mais) desígnio que dê melhor sentido ao devir colectivo.

Nada, neste empreendimento, é fácil. Não se pode, à partida, contar com grandes apoios ou, pelo menos, com compreensão e aceitação de muita gente. A começar nos que representam e são responsáveis pela situação, que não desejam essas mudanças e tudo fazem para as impedir, e a acabar nos que se pretende desassossegar, envolver e mobilizar nesse empreendimento, pela simples razão de que já não acreditam que ainda seja possível mudar alguma coisa.

Mas “há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não”, com escreveu o poeta. E de entre os acomodados, há também os que o não estão tanto como fazem crer.   

Há quem, para travar a mudança, ameace com os riscos do desconhecido, propagandeando que a situação pode não estar boa mas sabe-se com o que se pode contar e que ninguém sabe as consequências de qualquer mudança.

Para além de se saber que se esta atitude tivesse adoptada pelos nossos antepassados ainda podíamos andar à caça para sobrevivermos, nada é mais perigoso do que continuarmos numa situação que todos os dias piora, sem nada fazermos para a alterar.

Nem todas as mudanças interessam porque nem todas são boas. Não devemos acreditar na bondade de todas as mudanças que nos prometem, principalmente quando nos são vendidas como prontas-a-vestir e concebidas pelos responsáveis pela situação, que pretendem manter. As mudanças que realmente interessam são as que são construídas, desde o princípio, com a participação de todos os que nelas querem participar.

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