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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

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Miguel Relvas é o melhor exemplo do pior que a política tem

Zé LG, 13.07.12

Não tenho abordado os casos de Miguel Relvas, designadamente este relacionado com a sua supersónica licenciatura, por se tratar de uma figura que sempre me causou repulsa, por me parecer tratar-se do melhor exemplo do pior que a política tem. Todos os dias, através da sua acção, contribui para que as pessoas mais se afastem da política, porque mais achem que na política só está quem se quer amanhar e os políticos vivem em total impunidade, podendo fazer tudo, incluindo o que não é minimamente aceitável.

Escrevo agora sobre esta questão da sua licenciatura, procurando abordar algumas perspectivas que não tenho visto serem devidamente debatidas.

A principal é a de esta polémica poder ter uma consequência perversa de acabar com a possibilidade, que considero correcta, de impedir que alguma experiência possa ter equivalência a algumas cadeiras de alguns cursos, desde que correctamente avaliada.

Outra é a de que o que deveria estar a ser escrutinado é a forma e a quantidade de equivalências forram concedidas em comparação com o que é habitual naquela e noutras universidades. Tenho uma amiga que, para além de uma história de vida muito rica e pertinente para o curso que pretendia terminar, teve de fazer umas quantas cadeiras para terminar um curso de três anos (Bolonha), embora tivesse quase todas as cadeiras do mesmo curso para cinco anos, tendo sido “deitadas para o lixo” dezenas de cadeiras. Existe comparação possível entre uma e outra situação?

Outra ainda é a de apurar-se se em todo o universo universitário existem outros casos parecidos. E, se não existem, interessa apurar que relações existiam entre o candidato Miguel Relvas e as pessoas (administradores e professores) envolvidas no processo e fazer uma auditoria a este, que esclareçam cabalmente todo o processo.

Finalmente e independentemente das conclusões a que se venha a chegar, devido à nebulosidade dos processos (deste e dos outros) e a ausência de esclarecimentos cabais e atempados, Miguel Relvas é, a partir de agora, a maior dificuldade da governação de Passos Coelho. Até porque toda a gente se questiona porque é que este insiste em mantê-lo no governo quando só contribui para aumentar a sua instabilidade. Que interesses o impede de prescindir dele? E porque é que Miguel Relvas não se vai embora, de modo a facilitar a vida do seu amigo primeiro-ministro? Será que tem medo de que, uma vez fora do governo, estes e outros casos possam ser investigados e tratados sem a influência e a impunidade de que goza?

4 comentários

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    João Nuno Sequeira 18.07.2012

    Manuel António

    Tenho andado há alguns dias parta vir aqui ao Alvitrando abordar este assunto, mas outros bem mais próximos têm-me roubado o tempo para tal.
    De facto, considero que os graus académicos devem ser atribuídos a quem estudou para os alcançar.
    Também sei que Relvas não é o único, nem sequer o primeiro. O Prof. Dr. Oliveira Salazar obteve o grau de Professor Doutor e a sua Cátedra sem ter prestado as normais provas e por mero reconhecimento dos seus pares.
    Nos caso Relvas e no caso Caeiros, e digo o nome porque não motivo para não o dizer, estão intimamente ligados por uma simples razão: é que, ao que consta, Relvas foi o ministro que se bateu pelo afastamento de Caeiros, esgrimindo precisamente o facto deste não ser licenciado.
    O que torna o caso do afastamento de Caeiros ainda mais escabroso é que foi afastado por iniciativa de alguém que obteve uma licenciatura de uma forma obtida de uma forma, pelo menos moralmente, duvidosa, e baseada na sua alegada experiência profissional, designadamente a sua longevidade no exercício dos cargos que ocupou.
    Bom, segundo esse critério, se Caeiros tivesse recorrido aos mesmos esquemas manhosos a que Relvas recorreu, com a experiência que tem, e a sua longevidade no carcargos que desempenhou, pelo menos ninguém lhe tirava o grau de Mestre, ou talvez mesmo o de Doutorado.
    Se calhar dorme mais descansado tendo as habilitações que tem , com o saber que a sua experiência lhe proporcionou, porque o outro pode ser ser licenciado em ciência política, mas da ciência demonstra saber muito pouco, a atentar nos tiros nos pés que semanalmente vem dando publicamente.
    Cumprimentos
    João Nuno Sequeira
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    Anónimo 18.07.2012

    João Nuno Sequeira: Assim sendo, apenas lhe estão a fazer o mesmo. Qererem correr com ele.
    Só que no caso de F. Caeiros, e a ser verdade, estariam motivos politico-partidários.
    Agora estão os mesmos e mais os económicos dos lóbis dos média e das autarquias.
  • Sem imagem de perfil

    João Nuno Sequeira 19.07.2012

    @Anónimo

    Custa-me dirigir a alguém por anónimo, parace que me estou a dirigir a uma coisa enão a um ser pensante, o que, certamente não será o caso.

    Sabe o mesmo Relvas que o Sr. Anónimo aponta como o paladino da luta contra os lóbis é o maior lobista nacional?

    Sabe que se trata do homem do regime de Angola e da Sr. Isabel dos Santos em Portugal?

    Que utiliza os bens do Estado português para promover os interesses dos seus amigos?


    Sabe que ele é apontado como sendo o homem da mala, responsável pela recolha de fundos para o PSD?.

    Já agora alguém se questionou acerca doa origem fortuna de Relvas, ou será bnecessário mais um escândalo para ficarem muito admirados como ficaram com a fortuna do Dias Loureiro?.

    Por último, quem prega moral às escâncara ~´o pode esperar ser severamente penalizado quando tiver comportamentos imorais ou mesmos, simplesmente, amorais.

    João Nuno Sequeira
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