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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Miguel Relvas é o melhor exemplo do pior que a política tem

Não tenho abordado os casos de Miguel Relvas, designadamente este relacionado com a sua supersónica licenciatura, por se tratar de uma figura que sempre me causou repulsa, por me parecer tratar-se do melhor exemplo do pior que a política tem. Todos os dias, através da sua acção, contribui para que as pessoas mais se afastem da política, porque mais achem que na política só está quem se quer amanhar e os políticos vivem em total impunidade, podendo fazer tudo, incluindo o que não é minimamente aceitável.

Escrevo agora sobre esta questão da sua licenciatura, procurando abordar algumas perspectivas que não tenho visto serem devidamente debatidas.

A principal é a de esta polémica poder ter uma consequência perversa de acabar com a possibilidade, que considero correcta, de impedir que alguma experiência possa ter equivalência a algumas cadeiras de alguns cursos, desde que correctamente avaliada.

Outra é a de que o que deveria estar a ser escrutinado é a forma e a quantidade de equivalências forram concedidas em comparação com o que é habitual naquela e noutras universidades. Tenho uma amiga que, para além de uma história de vida muito rica e pertinente para o curso que pretendia terminar, teve de fazer umas quantas cadeiras para terminar um curso de três anos (Bolonha), embora tivesse quase todas as cadeiras do mesmo curso para cinco anos, tendo sido “deitadas para o lixo” dezenas de cadeiras. Existe comparação possível entre uma e outra situação?

Outra ainda é a de apurar-se se em todo o universo universitário existem outros casos parecidos. E, se não existem, interessa apurar que relações existiam entre o candidato Miguel Relvas e as pessoas (administradores e professores) envolvidas no processo e fazer uma auditoria a este, que esclareçam cabalmente todo o processo.

Finalmente e independentemente das conclusões a que se venha a chegar, devido à nebulosidade dos processos (deste e dos outros) e a ausência de esclarecimentos cabais e atempados, Miguel Relvas é, a partir de agora, a maior dificuldade da governação de Passos Coelho. Até porque toda a gente se questiona porque é que este insiste em mantê-lo no governo quando só contribui para aumentar a sua instabilidade. Que interesses o impede de prescindir dele? E porque é que Miguel Relvas não se vai embora, de modo a facilitar a vida do seu amigo primeiro-ministro? Será que tem medo de que, uma vez fora do governo, estes e outros casos possam ser investigados e tratados sem a influência e a impunidade de que goza?

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