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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Doutores

Zé LG, 11.04.12

É mais fácil apanhar por aí um licenciado do que um coxo. Mesmo que sejam mancas as licenciaturas que se vão deixando apanhar. A maioria delas, boa parte delas, pernetas da cabeça aos pés. Como diria com humor um bem-humorado humorista. Mas não deixa de ser assinalável a destreza com que a tecnocracia lisboeta baniu esta semana do Programa Operacional do Alentejo um raro exemplar do animal academicamente não graduado. E a ainda mais veloz eficiência com que os municípios do Alentejo cataram para o seu lugar um legítimo exemplar licenciado. Quase ao virar da esquina. De um dia para o outro. Ainda há nada de tempo, Fernando Caeiros, que governou com a eficiência que todos lhe reconhecem a Câmara Municipal de castro Verde entre 1977 e 2008, fora reconduzido enquanto vogal executivo do InAlentejo. Cargo que, em representação dos municípios, desempenhou nos últimos anos com unânime reconhecimento, valor, competência, rigor, determinação e dedicação. Mas esta semana, por indicação do Governo, aos membros do qual não se aplica tal regulamento, nem aos deputados, como é óbvio, Caeiros foi enxotado por não possuir sequer uma licenciaturazinha daquelas da Universidade Independente. É incrível e insuperável a tendência para a galhofa que existe nesta comédia rasca a que ainda vamos chamando país. Numa altura em que em todos os graus de ensino – do primário ao pós­- ‑graduado – são valorizadas as competências adquiridas na vida ativa em detrimento do estudo e das abonações científica e académica, um gestor experimentado como Fernando Caeiros é reconduzido à condição de indigente em matéria de “cargos por nomeação política em organismos públicos”. Quando o principal problema orgânico do País reside precisamente na desumanização, extrema politização e tecnocratização radical desses mesmos cargos. Pelo que esta situação não deixa de ser anedótica. Rasca, mas anedótica.

Editorial de Paulo Barriga, na última edição do Diário do Alentejo.

3 comentários

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    Anónimo 12.04.2012

    E lá está você com o Conselho de Administração do Hospital de Beja atravessado na garganta.
    Deve ser cá uma dor de corno do tamanho da serra da Estrela ou até dos Himalais.

    Irra! Deixe as pessoas trabalharem em paz.
    Logo serão avaliadas no fim do seu mandato. Como foi o caso do anterior.
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    Anónimo 15.05.2012

    Irra, Irra, irados ficámos meu caro anónimo!

    Então você advoga que se deixe andar no fim logo se avalia? É por haver muitos como você que esta M.. está como está!

    foi assim que o Sócrates nos afundou, foi assim que o Duplo Mestre nos enterrou, mas não vai ser assim que iremos ser de novo enterrados na ULSBA ! Já chega!
    Dificil será expressar de forma mais linear, mais clara, mais real, o que já se está a passar na ULSBA , fazer o fácil, deixar para amanhã o que não se consegue fazer hoje!

    Há quantos meses lá estão? Continuam com uma urgência que é um "cancro", com um director que devia estar num lar de idosos..., e que andam há dois meses a tentar substituir, mas que por razões que não vamos expor (se o povo soubesse...) não conseguem substituir!

    Não há direcção nos serviços de medicina (não houve até há poucos dias...) outro processo de envergonhar qualquer um...

    Não conseguem uma direcção de enfermagem (não houve até há poucos dias...) pudera... temos pena dos que aceitaram...!

    A repescagem da pretensa autora de alguns alvitres... fraca opção, opção dos desesperados , e ainda só levam poucos meses de reinado, o que será daqui a um ano, não vai ser bom garantidamente!...

    Enfim, como alguém escreveu aqui nos tempos quentes, a ULSBA continua a ser uma máquina muito mal oleada!
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