Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“A vitória de Seguro será um alívio, a de Ventura um abalo do regime político”

Zé LG, 30.01.26

Antonio-Carneiro.jpg«… O dia 8 de fevereiro não será apenas a data de uma segunda volta presidencial. Será um momento de verdade para Portugal. ..., o país terá de escolher entre continuar a fingir que tudo permanece igual ou assumir que muda profundamente a sociedade portuguesa. A presença de André Ventura nesta segunda volta ... É o resultado de anos de abandono do interior, de desprezo por quem trabalha e de uma política feita longe da vida real. ... as pessoas sabem o que é ver serviços a fechar, médicos a faltar, jovens a partir e promessas a repetir-se eleição após eleição. … O dia 8 de fevereiro não pode trazer instabilidade. A instabilidade já cá está. ... Uma vitória de António José Seguro será lida como um sinal de alívio para o sistema político. Um Presidente previsível, confortável para um Governo do PSD e do CDS, alguém que garante que nada de essencial será questionado. Já uma vitória de André Ventura... o representará um abalo no regime político português. Um Presidente que não se cala, que confronta privilégios e que obriga o Parlamento e o Governo a olharem para o país real. ...» António Carneiro, aqui.

“A Arquitetura do Poder Local” em debate na ANAM

Zé LG, 30.01.26

Sem nome (8).pngO presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), Fernando Santos Pereira, defendeu que, “50 anos após a consagração constitucional do poder local democrático, o debate sobre a sua arquitetura tornou-se necessário e inevitável”, sublinhando a responsabilidade da ANAM em “contribuir para o enriquecimento de soluções que não ponham em causa a vontade popular, nem a robustez e a grandeza do poder local”. A ANAM está a realizar um ciclo de debates visando criar um espaço de diálogo plural e informado, com o objetivo de apresentar alternativas e contribuir para escolhas políticas robustas, “construídas na especificidade do nosso território, na nossa realidade política e administrativa, respeitando o princípio da separação de poderes (executivo e deliberativo) que deve existir no município”.

Baixo Alentejo é um "deserto de notícias" e carece de jornalismo de proximidade

Zé LG, 30.01.26

202601270953015259.jpgO Baixo Alentejo surge como uma das sub-regiões mais fragilizadas do país em termos de acesso a informação local, segundo um estudo que confirma que a escassez de meios de comunicação social é particularmente acentuada no interior. Dispõe de 16 meios de comunicação social considerados ativos e com produção noticiosa local relevante, o que corresponde a um meio por cada 7.200 habitantes. A maioria dos concelhos é classificada como deserto de notícias, semi-deserto ou território ameaçado, com uma cobertura jornalística insuficiente ou inexistente, que acompanha a menor atratividade económica, a baixa densidade populacional, o envelhecimento demográfico, e que tem implicações diretas na vida democrática e cívica do território, reduzindo a capacidade de escrutínio do poder local, a visibilidade dos problemas e investimentos regionais e o acesso dos cidadãos a informação fiável e contextualizada. O estudo conclui que, sem políticas públicas consistentes de apoio ao jornalismo de proximidade e sem modelos sustentáveis de financiamento, o risco de aprofundamento dos desertos de notícias no Baixo Alentejo permanece elevado, com impactos duradouros na coesão territorial e na qualidade da democracia local.

Pág. 1/12