“A autarquia deveria ter um papel mais activo e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos”
«A degradação do centro histórico em Beja, como em outros lugares, deve-se a múltiplos factores, desde a especulação imobiliária, a decrepitude do tecido habitacional e comercial, que não se tem reinventado de modo amplo, a neglicência do poder autárquico por falta de uma verdadeira estratégia para o território e para os valores patrimoniais, etc...Temos todos, que definitivamente repensar este rumo que tem levado os proprietários e os empresários a abandonar o centro da cidade. As casas no centro histórico são caras é um facto. A vontade de alguns em investir na requalificação avulsa de imóveis depara-se efectivamente com um contexto altamente burocrático e dispendioso, que não permite estimular uma procura suficientemente forte! A autarquia deveria ter por isso um papel mais activo, e uma visão mais abrangente com a adopção de apoios mais firmes e objectivos! O mercado do arrendamento jovem a preços controlados tem funcionado bem noutros lugares, quer por iniciativa dos proprietários que são apoiados nesse sentido, quer por intervenção dos organismos públicos locais! Não haverá fórmulas mágicas para resolver o problema, mas é preciso encontrar soluções e realizar experiências que permitam avançar noutra direcção que não aquela a que se assiste quotidianamente! Para esse desígnio é fundamental congregar interesses e vontades de todos os agentes transformadores do território, que em suma somos todos enquanto habitantes!» Anónimo 26.03.2022, aqui. Foto copiada daqui.
Pedro Caixinha, de 51 anos, natural de Beja,
«A pequenez da política local está aqui bem patente, não só neste post como nos anteriores.




