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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

PS conquista a maioria absoluta. Vamos ver o que faz com ela.

Zé LG, 31.01.22

Sem nome.pngO PS alcançou a sua segunda maioria absoluta. António Costa tem assim criadas as condições de estabilidade que tanto pediu. Tem estabilidade política (a maioria absoluta na Assembleia da República) e tem dinnheiro (a "bazuca" dos fundos comunitários) para investir no que é preciso para desenvolver Portugal. Vamos ver o que faz. Não tem desculpas para falhar! 

E Marcelo Rebelo de Sousa como fica, depois de ter visto o seu PSD estagnar e a desnecessidade do bloco central, que defendia? Como se vai adaptar à perda de protagonismo que naturalmente vai ter, face ao maior protagonismo de António Costa e do seu governo?

PS à beira da maioria absoluta

Zé LG, 31.01.22

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Com base nos resultados provisórios, é possível que o PS alcance a maioria absoluta e que o CDS fique de fora do Parlamento.

Os grandes vencedores são o PS (+ 5 pontos percentuais), à esquerda, e o Chega (+6) e a IL (+3,7), à direita, que sobem significativamente as suas votações.

Os grandes derrotados são o BE (-5) e a CDU (-2), à esquerda, e o CDS (-2,6) e o PSD (=), à direita. O PSD é o grande derrotado, não porque tenha perdido votação mas porque ficou muito mais aquém da vitória eleitoral, por que se bateu e chegou a anunciar nos últimos dias de campanha.

Saiba onde votar, no Concelho de Beja

Zé LG, 30.01.22

202112151824142218.jpgNo concelho de Beja há 47 mesas de voto que vão estar abertas entre as 8 e as 19 horas. No Círculo Eleitoral de Beja há 16 candidaturas, mas no boletim de voto aparecem 17. Conheça os resultados desde 2009.

Nas 12 Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho de Beja há 47 secções de voto e as que têm mais mesas de voto e eleitores são as duas Uniões de Freguesias da cidade de Beja, Santiago Maior e São João Baptista com 16 secções e Salvador e Santa Maria da Feira com 12 secções.

Se quer saber onde vai votar, veja aqui.

Votar à esquerda, nas esquerdas

Zé LG, 28.01.22

202112151824142218.jpgSempre defendi uma maioria de esquerda. Finalmente, em 2015, as esquerdas conseguiram entender-se e apoiar a formação de um governo minoritário do PS, para afastar a direita do poder e recuperar o que foi retirado por ela. Depois de um primeiro mandato em que os acordos foram, mais ou menos, cumpridos e muito do que fora retirado foi recuperado, ao PS, com o reforço da votação obtido, subiu-lhe o poder à cabeça e passou a abusar dele, dispensando os seus parceiros à esquerda e reaproximando-se do PSD, com quem passou a votar cada vez mais. Deu no que deu...

Tudo indica que os votantes vão mostrar nas urnas que não gostaram do que aconteceu, que preferiam e preferem que o caminho iniciado em 2015 deve ser retomado. É isso que todos devem ser capazes de entender e, tendo em conta as posições relativas, assumir as suas responsabilidades, porque qualquer solução à direita será sempre pior, para quem trabalha e quem de mais apoio social precisa.

Por isso, eu VOTO À ESQUERDA, na esquerda que sempre se tem batido por uma maioria de esquerda. Espero que a maioria vote também à esquerda, para que o caminho de recuperação de Portugal, da aposta na produção nacional, da valorização do trabalho e dos trabalhadores aconteça.

Quem vai ganhar as eleições? Que governo vamos ter?

Zé LG, 28.01.22

202112151824142218.jpgA campanha eleitoral está a terminar. Foi mais animada do que se esperava, não sei se tão esclarcedora quanto seria necessário. Apesar de alguns excessos e picardias que se dispensavam, a campanha eleitoral decorreu sem incidentes, mostrando que vivemos numa democracia já consolidada, embora com necessidade de aprofundamentos ao nível da participação e dimensão económico-social, designadamente.

Quase terminada a campanha eleitoral, desafio os que ainda visitem o Alvitrando a deixarem aqui a sua opinião sobre quem vai ganhar as eleições e quem vai governar Portugal.

A “justiça social” da taxa única de IRS

Zé LG, 28.01.22

IRS2021.jpgOs partidos de direita têm defendido a aplicação de uma taxa única de IRS, de 15%, para fazer crescer a economia. Vejamos o que a aplicação daquela taxa traria:

Um contribuinte com um rendimento de 25.000 euros anuais, paga actualmente 6.250 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 3.750 euros, poupando 2.500 euros.

Um contribuinte com um rendimento de 100.000 euros anuais, paga actualmente 48.000 euros de IRS. Passaria a pagar, com aquela taxa, 15.000 euros, poupando 33.000 euros.

Ou seja, ambos poupavam, mas o que tem menos rendimento poupava 2.500 euros enquanto o que tem rendimento quatro vezes superior poupava 33.000 euros (13 vezes mais do que o outro). É esta a justiça social que a direita defende – pagar menos (em termos relativos) quem mais ganha.

E o Estado recebia menos 35.500 euros para fazer face aos serviços públicos que tem de assegurar e que todos, incluindo os da direita, queremos melhores.

Rui Rio “não vai convencer os portugueses”, disse o presidente do Chega

Zé LG, 28.01.22

202201271207493267.jpgO presidente do Chega afirmou, em Beja, que Rui Rio “não vai convencer os portugueses” e acusou-o de ter “falta de vergonha na cara” quando diz que “um voto no Chega é um voto no PS” e de que “está a prestar um mau serviço à direita”, recordando que “o PSD votou ao lado do PS, na atual legislatura, cerca de 60% das vezes”.

Sobre o distrito de Beja disse que “tem estado esquecido” e que o “Chega quer ser a sua voz, defendendo o que é para defender”.

Alquém sabe de Marcelo Rebelo de Sousa?

Zé LG, 27.01.22

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Foi o primeiro a ameaçar com eleições antecipadas, quando ainda iam no adro as negociações do Orçamento de Estado. Depois de "envenenar" as eleições internas do seu PSD e do CDS, encolheu-se perante os "resultados" de umas e do adiamento de outras. (Re)afirmanto vezes sem conta a necessidade de estabilidade política, fez tudo para a minar. Lançada a confusão das eleições antecipadas, retirou-se para parte incerta. Há quanto tempo não se ouve falar nele, ele que faz tudo para estar omnipresente... 

Suspeito que se tenha enganado nos cálculos e que possa vir a ficar com "um menino nos braços", que irá apresentar para mostrar quanto é importante e o centro do mundo e... das confusões também. E talvez não fosse ele o que na fotografia tivesse razão para rir...

O que está (devia) estar em causa nestas eleições

Zé LG, 27.01.22

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Não é certamente o gato de Rui Rio ou os cães de António Costa ou quaisquer outros animais  de outros candidatos. Trazê-los para o debate eleitoral não foi certamente ingénuo e teve como objectivo deixar para segundo plano o que devia ser debatido, o que vai resultar destas eleições e terá impacto no nosso futuro colectivo.

Vamos todos - activamente, os que votarem e, por omissão, os que não votarem -, eleger os que nos vão representar na Assembleia da República, que terão como primeira responsabilidade aprovar o programa do governo. Este resultará da composição da AR. Até 2015, todos os governos resultantes de eleições democráticas foram da responsabilidade do PS e do PSD, com o apoio do CDS nalguns casos. Em 2015 e pela primeira vez, o governo foi de um partido (PS) que não ganhou as eleições mas que teve apoio maioritário na AR, contando com o apoio do BE e da CDU. Em 2019, o PS ganhou as eleições, embora sem maioria, e formou governo sem assegurar o apoio do BE e da CDU, que em 2021 votaram contra a proposta de Orçamento de Estado.  

O PSD foi o partido que mais vezes votou ao lado do PS na AR e a percentagem dessas votações comuns aumentou da legislatura de 2015-2018 para a que agora termina, o que mostra a crescente aproximação dos dois partidos e o porquê do fim da "Geringonça".

Bloco Central existiu mesmo em tempo de “Geringonça”

Zé LG, 27.01.22

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Nestas duas legislaturas, o PSD foi o partido que em maior número de iniciativas parlamentares optou pelo mesmo sentido voto que o PS: mais precisamente, em 57,8% das ocasiões. Seguem-se os parceiros da geringonça: BE (56,8%), PCP (56,1%) e PEV (52,4%). O PAN e o CDS-PP estão no mesmo patamar de voto idêntico ao PS (51,6%).

Separadas as legislaturas, verifica-se que houve uma diminuição clara do voto comum entre o PS e os seus parceiros à esquerda:

- o BE baixou de 65,4% para 42,2%;

- o PCP baixou de 65,1% para 40,6%;

- o PEV baixou de 60,5% para 38,7%.

- o PAN baixou de 57% para 42,5%.

José Onofre refecte sobre as eleições

Zé LG, 26.01.22

«Ninguém pediu a minha opinião sobre as eleições legislativas do próximo dia 30 de janeiro.

Mesmo assim, como cidadão interessado e no pleno uso dos seus direitos civis e políticos, vou publicar a reflexão que fiz sobre as mesmas. Vou publicá-las por duas razões. A primeira para desabafar o que me vai no pensamento; a segunda pode ser que, numa hipótese remota, aproveite a outrem.

Vou expor a meditação que fiz como refleti. Através de perguntas e respostas."

 

 

“Não foi por falta de “liberdade económica” ou de “excesso de socialismo” que a economia portuguesa estagnou”

Zé LG, 26.01.22

195448370_1460866497586315_9127435544519192663_n.j«Não é com mais agenda liberal que a economia portuguesa vai recuperar. É preciso continuar a investir em educação e em inovação. É preciso um Estado que seja um parceiro activo das empresas e dos centros de saber na promoção da mudança estrutural, como o foi ao longo dos séculos em todos os países que se desenvolveram. Acima de tudo, é preciso persistência e perseverança. O resto é banha da cobra.»

É assim que Ricardo Paes Mamede termina um excelente texto, transcrito aqui por um Anónimo, em que desmonta "A mensagem mais eficaz dos partidos da direita (todos eles) durante a campanha eleitoral em curso é a de que a economia portuguesa tem vindo a ser ultrapassada por vários países do Leste europeu que eram até há pouco tempo pobres e que isso se deve a 25 anos de "políticas socialistas" em Portugal.”

Rui Rio faz o que acusa António Costa de fazer

Zé LG, 26.01.22

202201251641494015.jpgO presidente do PSD, Rui Rio, este ontem em Beja e considerou que o secretário-geral do PS, António Costa, está "na iminência de perder as eleições" legislativas e a baixar o nível da campanha e sugeriu-lhe que "perca com dignidade", acusando o secretário-geral do PS e primeiro-ministro de ter contribuído para que a campanha para as legislativas de domingo "esteja a baixar um bocado de nível", porque está "permanentemente a deturpar, a deturpar, a deturpar" o programa do PSD e de fazer crer que está no programa do PSD "aquilo que lhe dava jeito que estivesse, mas não está" – como "pôr a Segurança Social na bolsa, pôr as pessoas a pagar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para lá do que já pagam através dos seus impostos" – para o colocar "muito à direita".

Rui Rio “comprometeu-se” a fazer chegar a auto-estrada a Beja, eletrificar a linha entre Beja e Casa Branca e arranjar forma de dar utilidade ao aeroporto a bem, não só desta região, mas de Portugal.

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