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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Fundos Comunitários flexibilizados e redireccionados face à Covid-19

Zé LG, 30.04.20

alentejo-2020-1-768x432.jpgRealizou-se uma reunião de trabalho da Autoridade de Gestão do ALENTEJO 2020 com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa e o secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, de onde saiu a indicação de que “a Comissão Europeia, no âmbito do conjunto de iniciativas de resposta ao combate à Pandemia COVID 19, em especial a Iniciativa de Investimento de Resposta à Crise do Coronavírus (CRII), flexibilizou as regras de acessos aos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI).” Estas medidas permitem agora uma abordagem “muito flexível na resposta” que se pode dar “por via dos Programa Operacional Regional (POR) às necessidades de investimento face aos efeitos da epidemia COVID 19, em particular na área do emprego e da saúde.

No âmbito do combate à Covid-19, o Programa Operacional Regional ALENTEJO 2020 lançou dois concursos para apoiar empresas e instituições científicas e tecnológicas, que mobilizam 2 milhões de euros, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, “vão financiar projetos que respondam às necessidades imediatas e a médio prazo do Serviço Nacional de Saúde, bem como a concretização de projetos que permitam fazer face ao aumento exponencial da necessidade de determinados produtos e serviços para o combate ao COVID-19”.

São elegíveis projetos de investigação e desenvolvimento em todas as áreas de atividade associada ao novo Coronavírus. O prazo para apresentação de candidaturas termina a 29 de Maio.

“À descoberta com a Francisca”

Zé LG, 29.04.20

94365315_2843912225644479_2437291131847835648_n fr… é o nome do novo livro digital de sensibilização ambiental da EMAS de Beja. Trata-se de um projecto, direccionado aos mais novos, que pretende promover através da literacia infantil o conhecimento, despertando a consciência dos leitores de palmo e meio para as questões ambientais.

A EMAS considera que “os novos tempos desafiam-nos a novas respostas e este projecto pretende ser pelos seus conteúdos pedagógicos uma ferramenta útil a toda a comunidade escolar”.

As missões sugeridas pela Francisca, a nova amiga dos Heróis da Água, podem ser realizadas em casa e em família, neste período de confinamento social em que ler se assume como uma das actividades mais importantes para uma mente saudável.

O livro é gratuito e pode ser acedido através da página de facebook da EMAS de Beja.

Recomendações da ACT para adaptar os locais de trabalho e proteger os trabalhadores

Zé LG, 29.04.20

act.jpgMais de um mês depois de parte do país se ter adaptado ao teletrabalho ou suspendido atividade devido à pandemia de Covid-19, Governo e empresas já preparam o regresso. No Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) lançou 19 recomendações para "garantir que todos convivam e trabalhem com segurança, saúde e bem-estar“.

Para que nenhum cuidado seja esquecido e para que as empresas funcionem da melhor forma possível, acabam de ser disponibilizadas pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em articulação com a ACT e a DGS [Direção Geral de Saúde], 19 Recomendações para Adaptar os Locais de Trabalho e Proteger os Trabalhadores”.

Máscaras para todos?

Zé LG, 28.04.20

ap20058748749580.jpgMuito se tem falado sobre a eventual necessidade de todos usarmos máscaras em todos os lugares como forma de nos protegermos melhor contra a Covid-19.

Há um mês, encomendámos 10 máscaras artesanais reutilizáveis a um fabricante regional, que as promoveu na Internet. Até hoje e depois de várias insistências e de promessas do seu breve envio, ainda não as recebemos nem o valor que pagámos por elas - 38,00 euros.

Perante algumas normas e pressão social para as utilizarmos nalguns espaços, procurámos em diversos locais até termos encontrado numa loja, onde comprámos 50 máscaras descartáveis por 65,00 euros. 

E agora digam-me: Será que todos podem dar-se a estes "luxos"? A maioria das indicações de práticas pessoais para combater o novo vírus são impraticáveis para todos ou para muitos, criando, mesmo aplicáveis, quase sempre maiores desiguladades.

Foto: Andre Penner/AP

 

Cientistas "apanhados de calças na mão"

Zé LG, 27.04.20

mitos-coronavirus.jpgNunca como agora existiram tantos cientistas, se investiu tanto em Ciência, existiram tantas linhas de investigação convergente e a partilha, na hora, dos conhecimentos científicos foi tanta.

Foi neste tempo que apareceu, há quatro ou cinco meses, um novo vírus, de um grupo conhecido mas com algumas diferenças dos restantes da mesma família. Ao que parece surgiu do nada, de forma inopinada e inesperada para os cientistas. Não se sabe ainda muito bem "quem" é e como actua. A forma como terá chegado aos humanos - através de um morcego que se terá cruzado com outro bicharoco num mercado ao ar livre de uma cidade chinesa - é de tal forma difícil de demonstrar que levou já às mais diversas variantes, incluindo teorias da conspiração. Ao que parece - sim, porque relativamente a este novo vírus pouco se sabe - propaga-se muito mais rapidamente e as consequências para os infectados são muito mais violentas. Embora, sendo os mais atingidos os mais velhos, com doenças crónicas e mais vulneráveis, as suas consequências, designadamente a morte, não pareçam muito fora do espectável.

Face a esta grave pandemia, o que nos dizem os cientistas, designadamente os que desenvolvem os seus trabalhos nesta área? Que... parece... Não só foram todos (!!!) "apanhados de calças na mão", como, passados quatro meses e passse o exagero, "pouco" mais sabem do que o comum dos mortais.

Os poderes políticos, perante tamanha ameaça, de que tão pouco se sabe, aconselhados pelos cientistas, que têm mostarado não saberem muito mais, e para não serem responsabilizados pelas consequências no novo vírus, reforçaram como nunca antes e reservaram os serviços de saúde (quase) exclusivamente para acompanhar os suspeitos e doentes da Covid-19, pararam a grande maioria das actividades, meteram mais de metade da população mundial em casa, privando-a de algumas (mais nuns países do que noutros) liberdades, tudo feito em nome da defesa da sobrevivência da espécie.

Entretanto, mesmo nos países onde o vírus mais infectou e matou, os números - sempre graves porque se trata da saúde e da vida das pessoas -, não atingiram as dimensões que alguns cientistas chegaram a prever.

E agora e nos tempos mais próximos vamos debater a teoria do "copo meio cheio, meio vazio". Uns dirão que se exagerou nas medidas tomadas, porque o perigo não era tanto, conforme os números vieram a provar. Outros irão argumentar que a tragédia não foi maior devido ao investimento e às drásticas medidas tomadas e reclamar mais investimento e mais drásticas medidas, para que se o novo vírus voltar a atacar estarmos melhor preparados para nos defendermos dele.

Independentemente das conclusões e dos balanços que se venham a fazer, o medo venceu. Foi principalmente, pelo medo, que medidas inimagináveis noutros tempos e nalguns países, foram tão bem acolhidas pelas pessoas, muitas das quais reclamam que sejam reforçadas e prolongadas no tempo.

E, se ainda não livres deste novo vírus - porque sobre o tratamento e a cura ainda, praticamente, nada se sabe de seguro -, aparecer outro, quando memos se espera, tal como aconteceu com este?

Centro de Saúde de Ourique com financiamento aprovado

Zé LG, 27.04.20

2008.03.17.pt.ourique11.jpgA CCDR do Alentejo aprovou a candidatura da ULSBA para a construção do novo Centro de Saúde de Ourique, no valor total de cerca de 1 milhão e 865 euros a que corresponde um apoio do FEDER de cerca de 1 milhão e 585euros (85%).

A Câmara de Ourique, para além de ter colaborado na elaboração da candidatura, disponibilizou o terreno onde vai ser implantado o novo equipamento que ficará ao dispor da população, com localização junto aos Bombeiros Voluntários de Ourique.

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo será responsável pela execução do projeto, seguindo-se, agora, a tramitação administrativa, nomeadamente, o lançamento do concurso público.

Quem (e quando) deve usar máscaras

Zé LG, 27.04.20

a745358f0ef9af1edb7400e4865045c0-754x394.jpg«… Já por várias vezes ouvimos a ministra da Saúde, Marta Temido, a declarar que devem usar-se máscaras enquanto durar a pandemia da covid-19, reiterando que a utilização deste equipamento de protecção individual está recomendada a todas as pessoas com sintomas de infecção respiratória, como febre ou tosse, bem como por “todas as pessoas que trabalhem no interior das instituições de saúde”.
Fora das instituições de saúde, e de acordo com as orientações da Direcção-Geral da Saúde, a utilização de máscara, luvas e touca “está aconselhada aos profissionais ou pessoas que possam contactar directamente com doentes, suspeitos ou confirmados, com covid-19”, como sejam os que “acompanham os doentes no seu domicílio, ou seja, os familiares”, e todos os que “cuidam e têm contactos de proximidade com o doente cuidado” nos lares de idosos e nas unidades da Rede Nacional de Cuidados Integrados.
O uso de máscaras está igualmente recomendado a doentes imunossuprimidos, “nas suas deslocações esporádicas para fora do domicílio, entre os quais se incluem os “doentes em hemodiálise, os doentes oncológicos sob quimioterapia ou radioterapia e os doentes com imunodeficiências ou sob terapêutica imunossupressora”.
Talvez fosse bom clarificar a situação, ..., de modo claro e compreensível para todos.»
Anónimo 26.04.2020, aqui.

Iniciada a construção do cabo submarino entre Sines e o Brasil

Zé LG, 26.04.20

20200423165109298 sines.jpgA estação de amarração do cabo submarino do consórcio Ellalink que ligará Portugal ao Brasil já está a ser construída, na ZILS - Zona Industrial e Logística de Sines, gerida pela aicep Global Parques. A “cable landing station”, na designação internacional, é a primeira instalação a nascer no SinesTech, área dedicada da ZILS que pretende dar um impulso ao setor tecnológico em Sines e em Portugal.

Vindo de Fortaleza, no Brasil, o cabo da EllaLink atravessa o Atlântico, numa extensão de 10 119km, e entra em território europeu via Sines, com ligações a centros como Madrid e Marselha e passando ainda por Cabo Verde e pela ilha da Madeira.

A infraestrutura, denominada Ellalink, está a ser implementada no âmbito do projeto BELLA (Building European Link to Latin America), que agrega as redes de ciência europeia e sul-americana, sendo financiado pela Comissão Europeia e por fundos privados.

Hotel alentejano Craveiral Farmhouse em destaque na imprensa internacional por manter as portas abertas em plena pandemia

Zé LG, 26.04.20

Com cerca de dois anos, o hotel de São Teotónio, na costa alentejana, optou por continuar a funcionar implementando todas as recomendações das autoridades de saúde e sendo assim capaz de manter todos os postos de trabalho.

craveiral.pngNuma entrevista à CNN, o fundador do Craveiral Farmhouse, Pedro Franca Pinto disse que tentaram “Cumprir e manter os princípios de integridade e sustentabilidade é o nosso maior património e é a nossa maneira de continuar a agregar valor ao projeto, apesar de todas as perdas de rendimento”. Já antes, o Craveiral fora notícia na rádio britânico Monocle, pelas mesmas razões, numa altura em que estão hospedadas quatro famílias no Craveiral Farmhouse, e que já lá estavam desde o início da imposição do isolamento social.

O espaço conta ainda com 38 casas isoladas e que foram postas à disposição das Autoridades Portuguesas e de todas as pessoas da região para cuidados profiláticos, quarentenas obrigatórias e hospitalização domiciliária.

Há 46 anos

Zé LG, 25.04.20

..., precisamente a esta hora, fui acordado pela Senhora da casa onde estava hospedado, em Castro Verde, a informar-me de que havia uma revolta (não me lembro se foi o termo que usou) em Lisboa.

A primeira coisa que me ocorreu e que a questionei foi se seria um golpe de estado do Kaulza de Arriaga. Na altura receava-se que tal pudesse acontecer e provocasse um endurecimento ainda maior da repressão por parte do regime.

Levantei-me logo, para, com os meus colegas e amigos, tentar perceber o que se estava a passar. Os meios de comunicação eram bem diferentes dos de hoje e, praticamente só tínhamos a informação que era emitida pela televisão e pela rádio. Foram horas e dias seguidos com os olhos pregados na televisão e os ouvidos no rádio.

Foram dias de renascimento e de esperança que as portas de Abril abriu. Foi um viver intenso e colectivo como nunca imaginei viver. Nem tudo correu da melhor forma, nem logo nem depois, mas por nada deste mundo queria não ter vivido aquele tempo.

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