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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Eu "demagogo" me confesso. E radical.

O governo tapa todos os buracos provocados nos bancos, por banqueiros e administradores de "méritos reconhecidos", incluindo com condecorações presidenciais. O governo "não dá o dinheiro", empresta-o, dizem, sem esclarecer as condições e quando será pago. É necessário assegurar a estabilidade do sistema bancário, reforçam, sem esclarecer a quem isso serve. Não deve ser aos que nunca lá puzeram um chavo, porque nunca conseguiram "fazer economias", apesar de "só saberem" trabalhar... 

Os trabalhadores reclamam direitos que lhe são reconhecidos na legislação mas que não são aplicados na prática; melhores condições de trabalho e remunerações mais justas; recuperação de tempo e remunerações travadas pela crise que não criaram; mais justiça na repartição da riqueza produzida entre o capital e trabalho; condições para quem, apesar de "só trabalhar", não consegue assegurar uma vida digna aos seus, mantendo-os na pobreza. Não pode ser, porque as condições e o orçamento do país não permitem e a necessidade de manter "as contas certas" com o capital e o prestígio do ministro das Finanças enquanto presidente do Eurogrupo se impõe a essas "exigências incomportáveis". 

Mas que demagogia!, não perdem tempo em afirmar os do governo, os que o apoiam e todos os, que mesmo se afirmando muito preocupados com as desigualdades, os direitos dos trabalhadores e a pobreza, defendem que a solução para resolver todos esses problemas é manter todas as suas causas. 

Eu demagogo me confesso. E radical. Porque só com medidas radicais se podem resolver problemas estruturais, cujas causas assentam nas políticas que, com mais ou menos pequenas nuances, têm como objectivo central manter tudo, mais ou menos, na mesma.

E o que é que ganhamos com isso?

Nos últimos tempos, têm-se multiplicado as visitas de membros do governo à nossa região. É raro o dia em que isso não acontece. Há dias em que até vêm aos molhos... Eles vêm participar em reuniões dos mais diversos tipos, visitar feiras e outros certames,  associações empresariais e empresas, instituições públicas e privadas, ...

Importa, face a este corropio, questionar o que ganhamos com todas essas visitas, para além de ficarem a conhecer melhor a nossa região e alguns dos seus / nossos problemas. É que, pelo que se vai sabendo, para além dumas conversas, duns passeios e duns petistos, não se vislumbra que tragam os apoios de que a região tanto precisa do governo...

“Cidadania, Inovação & Território” em debate em Aljustrel

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Sob o lema “Cidadania, Inovação & Território”, realiza-se nos dias 9 e 10 de maio, a 4.ª edição das Conferências de Aljustrel. O debate irá focar-se no tema “Descentralização e programações para o desenvolvimento dos interiores com coesão territorial nacional”.

O Cine Oriental será uma vez mais o local que, nesta edição, irá acolher autarcas e políticos para trocarem pistas e iniciativas para o desenvolvimento territorial, numa altura em que o futuro dos territórios de baixa densidade é de novo tema de atualidade. 

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    Não podes estar mais longe. O eterno e sempre à mã...

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    Se há tanta clarividência acerca da geringonça com...

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