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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Será o alentejano um hábil fingidor?

Isso de ser alentejano

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Tirando esses momentos de emoção que dimana das vozes entrosadas, o alentejano volta ao mesmo, à sua atitude interrogativa frente aos mistérios da vida, perguntando aos que correm sem parar se vale a pena tanta pressa. Para ele, há que fazer pela vida, mas devagar. Não se vai tirar o pai da forca. A ganância para quê, se tudo pode acabar de um momento para o outro. O fatalismo de sempre. Quem tem de morrer em palheiro não lhe erra a porta, repisa com frequência.
Cultiva uma laicidade entranhada desde há muito. Sobre as conversas dos padres diz que não vai em cantigas, o Manajeiro está lá em cima, é ele que faz girar o mundo. Todavia, e ainda que não pareça, é profundamente crente nesse motor invisível a que acede através da Senhora, a padroeira da terra, sua santa de estimação. A ela dedica a festa anual em que se emociona em companha dos amigos, especialmente os que estão fora e nesses dias regressam.
Em política vota à esquerda, contra os grandes, escarmentado de muitos anos de opróbrios, de enganos, de desprezo. Desconfia, no entanto, de qualquer poder instituído. Cultiva o ceticismo como planta de estimação.
Acerca da morte refere que quando morrer vai deitado. Para tão inevitável transe, responde com o humor parcimonioso que sempre usa face às passagens sérias da vida. Sobre estas cultiva a graça como uma espécie de exorcismo, enquanto petisca na venda entre amigos.
Fala da mulher como a patroa, mas não gosta que digam que é ela que decide e lhe orienta a vida. Cumpre com a família e nutre desvelo pelos filhos, mas põem-se de lado. Apesar da parcimónia no trato e dos silêncios que podem sugerir desligamento, é atento e suscetível. 
Estaremos perante um hábil fingidor?
Artigo de Opinião de João Mário Caldeira e Ilustração Susa Monteiro, publicado no Diário do Alentejo, que pode ler na íntegra aqui.

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