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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"TEMPO DE SECA"

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Há dias no meu trajeto habitual para Beja, dei conta que algumas culturas estavam a ser regadas com “pivots” em pleno Inverno, o que significa que a humidade e retenção de água no solo é diminuta, logo, comprometedora para a normal germinação das plantas semeadas e plantadas. O ano de 2016 já foi um ano considerado de pouca pluviosidade e agora entrámos no atual com uma situação semelhante. Esta constatação provoca a recorrente discussão pública sobre a gestão dos recursos hídricos, a qual deverá de ser feita de acordo com os princípios da racionalidade. São desoladoras as imagens das albufeiras da nossa região com o registo das suas escassas reservas, perigando a qualidade no abastecimento público de água às populações e também para o normal funcionamento de alguns perímetros de rega.
Os efeitos nefastos das alterações climáticas são sintomáticos e começam a fazer-se sentir, paralelamente, começam a haver registos deveras preocupantes.

...

Concluiremos que este tema merece uma atenção redobrada, porque se enquadra de forma muito nítida, na própria sobrevivência da raça humana.
No Alentejo, apesar do cenário de penúria hidrológica (leia-se seca), existe um instrumento infraestrutural estratégico que pode nestas circunstâncias amenizar os efeitos gravosos que a seca impõe. Essa infraestrutura é a Albufeira de Alqueva, que possibilita municiar os outros reservatórios disponíveis e com operacionalidade para cumprir a sua missão. Para tal, importa que as diferentes entidades intervenientes na gestão da água pública na região, se entendam e definam com sentido de responsabilidade as formas mais eficazes para que, sobretudo a agricultura e o abastecimento público de água às populações não sofram os indesejáveis constrangimentos que a mãe natureza ciclicamente impõe.

Manuel Camacho, in: Diário do Alenejo, edição de ontem.

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