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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

José Barriga volta a atacar alegada aliança entre CDU e PSD no concelho de Beja

Zé LG, 04.07.14

José Barriga escreve esta sexta-feira, 4, um artigo de opinião na edição de papel do “CA” onde faz duras críticas à alegada aliança entre CDU e PSD no concelho de Beja, que classifica, ironicamente, como “uma nova força política”, adiantando que se trata de uma “formação iniciada antes da última campanha eleitoral para as autarquias e firmemente concretizada durante e depois das eleições”.
Embora entenda que não se trata de “uma aliança séria política/ partidária, de convicções objectivas e com sustentabilidade ideológica”, defende que “o verdadeiro sentido” da referida união, “consiste no poder e nos benefícios pessoais”.
“Naturalmente que, quem representa (?) os partidos que, contra natura, se associaram oportunisticamente em Beja, não pode ter verdadeiras convicções políticas, a não ser a luta pelo ‘tacho’”, acusa, garantindo que “muitos comunistas e muitos sociais-democratas não concordam” com aquilo que classifica como “estranha e interesseira aliança”.
Porquê? Barriga explica que é devido ao “evidente oportunismo político e ânsia de poder, sem olhar a meios nem a princípios, que os representantes” do PCP e PSD de Beja, “despudoradamente exibem”.

In: http://www.correioalentejo.com/?diaria=11991&page_id=36

Beja está a morrer?

Zé LG, 03.07.14

Há dias ouvi alguém comentar que no centro da cidade só se viam os empregados das lojas a conversar uns com os outros na rua, o que revela a falta de movimento que têm.

Há pouco li isto: “Várias pessoas não-residentes falam comigo sobre a cidade e dizem o que vêm e sentem cada vez que a visitam. As opiniões são unânimes: "Beja está morta”, “no meu tempo não era assim, tinha vida”, “não há lojas”, “as ruas estão vazias”, “que se passa em Beja que não há pessoas na rua ao fim-de-semana”, e “as Portas de Mértola desapareceram". E, doa a quem doer, é a pura realidade. Em Beja não nascem empresas, não cria emprego, não traz turistas. Em resumo, não aparece nada de novo, tirando uma ou outra loja que abre, e pouco tempo depois fecha.”, em: http://maisbeja.blogs.sapo.pt/porque-beja-esta-a-morrer-92997.

O título do post do Mais Beja não podia ser mais sugestivo e dramático: “Porque Beja está a morrer”. Não se trata de uma dúvida mas sim de uma afirmação que pretende explicar o que se está a passar.

Embora não concordando completamente com as razões apontadas, a realidade é que Beja está, de facto, a atravessar um período crítico da sua existência. Demasiado crítico, demasiado longo e sem perspectivas de saída.

Esta realidade devia, ao invés do que se continua a verificar com a guerra permanente entre a CDU e o PS, convocar-nos a todos para, em conjunto, procurarmos o melhor caminho para Beja sair desta crise em que se encontra mergulhada.

Foi para isso que foi criado o movimento independente e plural “Por Beja com Todos” e para isso concorreu às últimas eleições autárquicas. Estou certo que, se os eleitores tivessem confiado mais nesta nova alternativa e se tivessem eleito candidatos seus à Câmara Municipal, seria bem diferente o ambiente que se vive na Autarquia e em Beja. Certamente que “Por Beja com Todos” não seria apenas uma sigla mas que estaria a ter conteúdo prático.

Mas não foi essa a decisão dos eleitores, o que não quer dizer que trabalhar “Por Beja com Todos” não seja o que a maioria dos bejenses pretende que aconteça. Estou convencido que se não for adoptado e seguido este lema dificilmente se conseguirá inverter o estado depressivo em que Beja mergulhou.

Lopes Guerreiro

Reuniram e falaram sobre Saúde

Zé LG, 02.07.14

"No passado dia 20 do corrente mês, realizou-se na sede social da ULSBA, EPE, uma reunião de trabalho entre o Conselho de Administração os Presidentes das Câmaras Municipais e/ou seus representantes e o Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, IP, representado pelo seu Presidente, Mestre José Robalo.
Os Presidentes das Câmaras Municipais de Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Cuba não estiveram presentes nem se fizeram representar.
A reunião decorreu entre as 15,00horas e as 18,00horas e cumpriu a seguinte agenda:
1.ª Parte
- Receção, objetivo da reunião e enquadramento geral da ULSBA, EPE
Presidente do Conselho de Administração da ULSBA, EPE- Margarida da Silveira

2.ª Parte
- Debate /Perguntas
Intervenção dos autarcas com pedidos de esclarecimento vários ,designadamente, sobre:
- Portaria n.º 82/2014 de 10 de Abril e seu impacto na ULSBA, EPE /encerramento de Serviços no Hospital José Joaquim Fernandes - Beja
- carência de médicos de Medicina Geral e Familiar nos Centros de Saúde de Moura, Ferreira do Alentejo, Almodôvar, Aljustrel ,Vidigueira.
- dificuldade em contratação de médicos de nacionalidade cubana , atualmente disponíveis e que já trabalharam nos Centros de Saúde atrás identificados
- Hospital de São Paulo - Serpa - processo de devolução à SCMSerpa
Estas questões foram em especial respondidas pelo Presidente do Conselho Diretivo da ARSA,IP."

CA a 25 de Junho de 2014 às 12:11

 

Esta “acta” foi publicada, completa, em: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/portaria-que-preve-a-reorganizacao-dos-2726299?view=6501019#t6501019

Em vez de uma acta descrevendo os assuntos tratados, seria bem mais interessante saber qual a avaliação que foi feita de cada um deles e que medidas apontam – os CA’s da ARSA e da ULSBA, por um lado, e os autarcas, por outro – para resolverem os problemas. Esta “acta” nada esclarece, para além de que reuniram e falaram… É pouco e perigoso, porque em vez de despertar as pessoas para os problemas existentes as tende a acomodar, porque os eleitos andam a tratar dos assuntos.

SER EUROPEU

Zé LG, 01.07.14

Sei o que é SER ALENTEJANO. Sei e sinto. Faz parte das minhas raízes, da minha identidade, do que sou de mais profundo.

Sei o que é SER PORTUGUÊS, principalmente quando estou no estrangeiro ou quando comparado com o ser de outros países.

Não sei o que é SER EUROPEU. E muito menos sinto o que é isso. Com frequência me identifico mais com povos, culturas e idiossincrasias de outros continentes. Ainda agora, ao assistir a jogos do Mundial de Futebol que põem em confronto selecções de países europeus com as de países outros continentes, torço, sem dar por isso, por estas últimas, principalmente dos continentes africano e americano.

Será que isto acontece com a maioria ou apenas com uma minoria de portugueses? E com os naturais de outros países europeus? Era importante dispormos de estudos deste fenómeno, porque pode residir aqui uma boa explicação para as dificuldades da “construção europeia”.