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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“BEJA A FERRO E FOGO” (?)

José Barriga, no seu estilo habitual, leu mais uma crónica na Rádio Pax - http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=4130 -, em que ataca várias situações em Beja - a gestão da Cooperativa Proletário Alentejano e a actuação dos sindicatos face ao despedimento de trabalhadores e á difícil situação de pequenas empresas; ao despedimento do vereador José Velez do IPB e ao silêncio dos órgãos deste, do PS e da própria Câmara de Beja; a gestão do IPB e a sua grave situação.

As acusações de José Barriga, pela sua gravidade e pertinência, exigem esclarecimentos dois visados, sob pena de darem razão ao título da sua crónica.

COMO É QUE OS PODEMOS LEVAR A SÉRIO?

Os partidos do governo e o maior partido da oposição evidenciam, mais uma vez, a sua incapacidade de ler os sinais que os portugueses lhes enviam nas eleições.

Face aos maus resultados eleitorais como reagem?

Os partidos do governo alteram o que os levou a ter a pior votação de sempre – a política de empobrecimento de Portugal e da esmagadora maioria dos portugueses? Não! Insistem e, nalguns casos, acentuam essa política, agravando ainda mais algumas das sua políticas e medidas e, como se isso não fosse já suficiente, afrontam o Tribunal Constitucional, acusando-o de impedir o governo de governar, quando este mostra à saciedade que não sabe ou não quer respeitar a Constituição, que se comprometeu a cumprir.

E o PS o que faz? Reflecte sobre os magros resultados eleitorais obtidos e, percebendo que não é propondo e defendendo uma política que é, no essencial, a cópia da que o governo pratica, infecte a sua proposta política e afasta qualquer hipótese de entendimento com os partidos do governo, caso venha a ganhar as próximas eleições legislativas? Não! Insiste na alternância em vez de trabalhar numa verdadeira alternativa à política que está a arruinar o país e a atirar mais portugueses para o desemprego, a emigração e a pobreza.

E, como se isto não fosse mau de mais, colocam as cerejas no topo das suas actuações. O primeiro-ministro desmarcou a sua deslocação ao Brasil, para assistir aos jogos da selecção nacional, para se dedicar a tempo inteiro à politiquice da afronta ao Tribunal Constitucional, na tentativa de criar uma nuvem de fumo sobre os maus resultados da sua governação.

E o PS lança-se nuns jogos florais sobre quem deve ser o seu primeiro-ministro, tentando fazer esquecer que, se não contribuir para a construção de uma verdadeira alternativa à política do actual governo, corre o risco de não ganhar as eleições e, consequentemente, a não ter primeiro-ministro seu ou a aliar-se aos partidos do governo (um ou outro ou os dois) para o conseguir.

Face a isto, a estes jogos de e pelo poder, que sobrepõem aos esforços que deveriam fazer para tentar encontrar os melhores caminhos para a grave situação para que conduziram Portugal e a grande maioria dos portugueses, como esperam que os eleitores reajam?...

Com estas atitudes, fazem lembrar aquele presidente do Brasil, que num eloquente discurso afirmou que o Brasil estava à beira do abismo e que ia dar um passo em frente…

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