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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Então, o que acha dos resultados das eleições?

Esta tarde, fizeram-me esta pergunta. Depois de alguma hesitação, acabei por deixar escapar um tímido “gostei”, que me soou tão pouco convicto como reflectido, o que me fez tentar explicar o que achava de facto. E, ao fazê-lo, percebi que, mais do que explicar o que achava, tentava reflectir em voz alta o que de facto achava.

E então o que acho dos resultados destas eleições? Acho que eles contribuíram, ainda que de forma mitigada, para aquilo que entendo que tem de acontecer para que os dirigentes dos partidos com assento parlamentar entendam que as coisas estão a mudar e que os partidos já não têm o poder que tinham - um verdadeiro estremeção que os faça reflectir e inflectir, com base de um maior respeito pelos eleitores.

Parece que o estremeção – a abstenção voltou a subir (3 pontos percentuais), atingindo o máximo histórico (2/3 do eleitorado); os brancos e nulos voltaram a subir (cerca de 1 ponto percentual); e a votação nos partidos com assento parlamentar baixou 22 pontos percentuais (de 88% para 66%) -, ainda não foi suficientemente forte para os fazer arrepiar caminho, a avaliar pelas suas declarações, em que apenas valorizaram os ganhos e perdas entre si, esquecendo completamente o país e as pessoas.

Se os cinco (PS, PSD, CDS, CDU / PCP e BE), no conjunto, não atribuem grande importância ao facto de terem perdido 20% dos votos (passaram de 3,1 para 2,5 milhões) das anteriores para estas eleições, atingindo os votos (de contestação) nas outras candidaturas e os brancos e nulos já 1/3 do total dos votos, o que será necessário para os fazer ver que estão a correr para o abismo? E pior ainda, que estão a arrastar Portugal e os portugueses nessa corrida?

E pior do que tudo é que o que se está a passar em Portugal passa-se igualmente por toda a Europa.

O que mudou com estas eleições

O PS ganhou as eleições, embora ficando aquém das expectativas.

A coligação PSD – CDS perdeu as eleições, com a mais baixa votação de sempre.

A CDU subiu significativamente, tendo obtido o seu melhor resultado dos últimos 25 anos.

O MPT foi a grande surpresa, decuplicando a sua votação em relação às últimas eleições, tendo ultrapassado o BE.

O BE teve menos de metade dos votos de há quatro anos, ficando aquém das expectativas.

O Livre, legalizado há última hora, ficou em 6º lugar, sendo o primeiro dos que que não elegeu deputados.

Esta é a apreciação possível quando ainda faltam apurar os resultados de 2 freguesias e 4 deputados.

 

Os líderes partidários continuaram a falar como se tudo estivesse na mesma, fazendo as leituras que julgam mais lhes interessar, sem darem a devida importância à inteligência e à capacidade crítica das pessoas e como se o poder dos partidos continuasse na mesma.

Só para mostra que não é assim aqui ficam estes dados:

A abstenção voltou a subir (cerca de 3 pontos percentuais), sendo a maior de sempre.

Os Brancos e Nulos subiram, em conjunto, quase um ponto percentual, sendo o 4º “grupo” mais votado.

Os partidos que têm governado Portugal (PS, PSD e CDS) perderam cerca de meio milhão de votos.

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