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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

É preciso mudar o sistema!

Com a implosão da União Soviética, o capitalismo sentiu-se livre de acentuar a exploração do trabalho, a concentração do capital e a acentuação das desigualdades. Deixou de sentir necessidade de fazer algumas concessões em termos sociais, porque já não tinha de mostrar que também ele assegurava direitos sociais. Foi aqui que se iniciaram os ataques ao estado social, que na Europa teve de criar para mostrar aos povos do Leste que era um sistema melhor. Actuando “à vara larga”, sem contraponto, o capitalismo excedeu-se e não foi capaz de evitar as crises, que têm atingido gravemente os povos de muitos países. E agora já sem se poder desculpar com a ameaça comunista, que era utilizada como papão para os povos dos países ocidentais. O capitalismo mostrou-se tal qual é. Sem disfarces mas também sem desculpas.

O regime democrático tem servido para sustentar o sistema capitalista. E nestas últimas décadas tem vindo a degradar-se, sendo utilizado para, através das alternâncias no poder, mudar alguma coisa para que tudo continue, mais ou menos, na mesma. É isto o que se tem verificado na Europa e em Portugal. A alternância entre governos de direita, mais ou menos liberais, e governos sociais-democratas, “socialistas” ou “trabalhistas”, embora mudando alguma coisa têm mantido no essencial quase tudo praticamente na mesma. É isso que poderá acontecer agora, mais uma vez, com estas eleições europeias. Tal só não acontecerá se houver algo que faça as forças do sistema tremerem. Isso poderá acontecer com níveis de votação ainda mais baixos que dificultem a legitimação de quem ganhar as eleições. Mas é perigoso porque pode abrir caminho a tentações autoritárias, o que ainda agravaria mais a situação. A outra hipótese de fazer tremer o sistema é a subida significativa das votações nas forças que o contestam e apresentam alternativas, ainda que pouco consolidadas.

A abstenção é mais fácil, dispensa fazer opções e serve para justificar todo o tipo de contestação. Votar torna-se mais difícil quando se observa quão inútil tem sido o voto em tantas situações e não se vislumbra que possa ser muito diferente, até porque ainda não são claras as alternativas ao sistema dominante. Para as pessoas da minha geração, que conquistaram o direito a votar com o 25 de Abril, o voto, para além de um dever cívico, tem outra envolvência, o que torna mais fácil exercê-lo. É isso que farei. No Domingo vou votar como sempre tenho feito e votarei na mudança do sistema.

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