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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Os portugueses não são um povo manso”

o ano de todas as manifestações

Estou a ver reportagens seguidas sobre 2013 em revisão.
Impressiona o número e a força das manifestações ocorridas ao longo do ano. Sou solidária com as razões que levaram milhares de portugueses à rua. Subscrevo a indignação, a revolta, sinto o mesmo sentimento de injustiça, de impotência que tantos portugueses experimentam face ao estilo político que nos foi imposto. Esta constatação diária de que é possível impor todo o tipo de iniquidades aos mais frágeis, que se pode roubar um povo enquanto se estende a mão a alguns, poucos, com os privilégios de sempre, que a lista de malfeitores, de gente corrupta é conhecida, aniquila qualquer réstia de esperança.
Olhar para os rostos destes políticos que nos governam que se abrem em risos de escárnio, de insensibilidade enquanto anunciam medidas devastadoras é um exercício violento. Não se pode tolerar isto, não se pode estar ao lado de quem se apresenta com esta desfaçatez, falando em nome dos outros como se soubessem minimamente do que falam.
Ver as imagens dos momentos em que "Grândola vila morena" se tornou num hino de protesto é reconfortante, um orgulho. Os portugueses não são um povo manso. Não são gente de brandos costumes. É bom que se olhe para a nossa história porque haverá muito a aprender com ela.

Cristina Taquelim discorda da mudança de coordenação da BM e explica porquê

Tenho também deveres de consciência e por isso não me posso demitir de expressar publicamente que, apesar de reconhecer a legitimidade de quem assim decide, apesar de reconhecer total legalidade na decisão, discordo em absoluto com a forma como todo o processo foi gerido e também com a decisão tomada. Por isso deixo público, o meu comentário de funcionária pública, sobre uma decisão que é pública. Internamente, se me for dada tal oportunidade, comentarei o processo.

Também sei que existem outros enquadramentos legais, para esta situação e que outras soluções igualmente legais seriam possíveis. Soluções que garantissem o maior envolvimento da Biblioteca, através da sua representante directa, nos fóruns técnicos, onde se reflectem, discutem, questionam, fundamentam e apoiam, as decisões e a execução das políticas culturais do concelho.

Espero que esta decisão se deva apenas a uma precipitação, um desajeitamento, fruto do turbilhão de decisões que tem de ser tomadas. Espero... e mais não direi sobre o assunto! Por aqui me fico, nos ficamos, continuando a trabalhar clássicos quando não há novidades, continuando a pensar e repensar como fazer mais tendo cada vez menos; a motivar equipas que há anos estão em perda salarial e de direitos de trabalho. Continuando a semear, como é nossa obrigação, trabalhando todos os dias para a missão maior das Bibliotecas: construir comunidades.

Devia este post à minha consciência e à Paula Santos.

Comentários recentes

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