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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Saúde: “tantas perguntas, quantas respostas”

"nesta sanha de tudo privatizar, sob o, mais do que falso, mentiroso argumento de que o Serviço Público sai caro, ocorrem-me umas perguntas sobre um episódio fruto desta devastação, que se passa em Beja, na área da Saúde:

1. porque é que o Centro de Diagnóstico de Pneumologia («CDR», ex-SLAT) passou de 70 radiografias diárias para 2 ou 3?

2. dever-se-á esta queda ao facto de as radiografias, após o regresso das férias estivais, deixarem de ser acompanhadas pelo necessário Relatório - e, portanto qualquer médico preferir que aquelas sejam feitas num centro de radiologia que ofereça este serviço?

3. assim, impõe-se esclarecer: porque é que as radiografias deste CDR deixaram de ser acompanhadas dos respectivos Relatórios?

4. preferirá o Serviço Nacional de Saúde pagar os 10 ou 15€ por uma radiografia ao torax nas clínicas privadas, que é para onde estão a ser encaminhados os utentes?

5. sai «mais barato» - deslocações incluídas - realizar este meio de diagnóstico nos equipamentos privados, quando o equipamento público está parado, e ao utente lhe saía a 1,30€ a radiografia?

6. estando o equipamento público - CDR - sem procura por parte de médicos e de utentes, vê-lo-emos encerrar definitivamente - numa altura em que «regressam» as doenças do foro pneumológico, como fomos ontem informados, no debate sobre Saúde ocorrido na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago - face à sua presente «inoperância»?

como diria Brecht: tantas perguntas, quantas respostas.

contentar-nos-emos, como afirmou Munhoz Frade, com um SNS residual - assim uma espécie de Sopa dos Pobres da Saúde, para aqueles que não conseguiram os seguros e a bolsa larga que lhes permite o acesso aos cuidados de saúde nos privados?

perante a passividade da aceitação, como uma fatalidade, deste arrasar de um pilar fundamental à sociedade solidária e à equidade que norteou a visão do Portugal democrático, faço minhas as palavras de António Pinto Ribeiro, no Público de hoje: que nos exijamos, a todos, «não utilizar a linguagem do ocupador: é uma linguagem que condiciona e parasita todo o pensar e o agir»."

08.11.2013

Gi Cañamero

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