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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Hospital

O “Diário do Alentejo”, a sua direção, é contra o encerramento de camas no Hospital de Beja. É contra o esvaziamento de valências no Hospital, é contra os cortes férreos na área da saúde, é contra a falta de médicos na região, é contra o aumento das taxas moderadoras, é contra as listas de espera para consultas da especialidade e para as cirurgias. Enfim, o “Diário do Alentejo” é contra tudo o que for contra o acesso elementar e digno e atempado da população, especialmente das franjas populacionais mais carenciadas e idosas, aos cuidados de saúde. Esta posição, que aqui assumimos publicamente, até pode parecer uma teimosia nossa. Mas não é. É muito mais do que isso: é uma obsessão. Somos obcecados pelo bem-estar das nossas gentes, cegamos perante o abandono a que as nossas gentes estão votadas, somos obstinados na luta contra a miséria, o isolamento, a solidão e os maus tratos que às nossas gentes são sistematicamente impostos. Quer pelos diferentes governos, quer pelas administrações locais que, muitas vezes, costumam ser mais papistas do que o próprio Papa. A questão, por conseguinte, não está no campo da ética jornalística. Ao assumirmos aquilo que somos, como agora fazemos, estamos a mostrar todas as cartas que temos em mãos. Sem batotas, nem renúncias, nem blefes, nem escondidinhos. E o leitor, de cada vez que formos a jogo, saberá sempre qual o nosso trunfo. A questão, isso sim, está no campo da funcionalidade. E é legítima. Deverá um jornal assumir certas e determinadas bandeiras como suas? Intransigentemente? Para além da função de informar com isenção e rigor e pluralidade, deverá um jornal tomar partido? A todo o custo? Por ordem respetiva, as minhas respostas são: sim, não, sim, não. Um jornal, qualquer um, tem o dever (a obrigação, aliás) de defender os direitos, as liberdades e as garantias que a Constituição da República Portuguesa consagra, assim como todos os itens da Carta dos Direitos do Homem. Não a todo o custo, como é óbvio, não intransigentemente. E o limite para essa intransigência reside “apenas” no compromisso fundamental dos jornais que é “informar”. Por vezes, confunde-se “informar” com “verdade” ou com “justiça”. Nada mais errado. O jornalismo “verdadeiro” é aquele que escuta as partes, por igual. O jornalismo “justiceiro” é aquele que derrapa para uma das partes. Nas últimas semanas, o “Diário do Alentejo”, cuja direção é contrária à delapidação do Sistema Nacional de Saúde, tem publicado diferentes notícias sobre o Hospital de Beja. Que até podem ser “justiceiras” por falta de comparência dos próprios visados. Há pessoas que ainda não entenderam que o direito de informar ganha par com o direito a ser informado. O silêncio do Hospital de Beja em relação a matérias tão delicadas é, para além de indelicado, perverso: costuma haver muito mais ruído no silêncio do que no diálogo. Há no Hospital otorrinolaringologistas e terapeutas da fala que podem atestar isso à presente administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo. Por certo.
(Editorial, por Paulo Barriga)

 

Anónimo a 18 de Outubro de 2013 às 13:19, in: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2559828.html#comentarios

“Os compromissos são para cumprir”

O  Salão Nobre dos Paços do Concelho recebeu a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos de Beja e o novo presidente da autarquia, João Rocha, no discurso proferido, disse que “os compromissos assumidos são para cumprir”.

João Rocha prometeu que a equipa que lidera vai trabalhar para a sustentabilidade e desenvolvimento do concelho, com todos, em diálogo e para todos. João Rocha sublinhou também a energia positiva que se vive expressa na vontade de fazer trabalho e neste contexto frisou que a Câmara não pode fazer tudo sozinha e que este sentimento é muito importante. O novo presidente da autarquia bejense terminou dizendo que “numa atmosfera de intensa participação” vai ser possível “mudar Beja em profundidade”.

In: http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?go=noticias&id=1317

“Em Saúde sempre houve e terá de haver sempre discriminação positiva”

Sem querer esgrimir aqui conhecimentos de administração nem pseudo-sabedoria, não posso deixar de corrigir uma afirmação, que considero grave (embora perceba o que quis dizer). Assim permita-me referir que "prestar cuidados de saúde com qualidade sem discriminação" é matéria de administração hospitalar, sabia? quero informá-lo que esta afirmação em gestão de saúde não faz sentido, sabe porquê? porque em saúde sempre houve e terá de haver sempre descriminação positiva. Quer isto dizer, sinteticamente, que quem mais dificuldades tem no acesso aos serviços (hospital, centro de saúde...) porque tem menos informação (não sabe ler, não tem meios de transporte próprios, desloca-se de uma maior distância, são exemplos) deve ter um tratamento discriminado positivamente, sendo a preocupação do gestor e sobretudo do médico ou outro profissional de prestação de cuidados directos de saúde trata-lo ainda melhor que outro doente que dispõe de mais informação (encaminhá-lo, dar-lhe mais e melhor atenção nas explicações do seu tratamento/doença...).Em saúde tem de ser assim porque se assim não for, não estamos a tratar bem quem mais precisa, os mais desfavorecidos. Sei que nem sempre é assim, mas ainda acredito que essas vezes são em menor número. Na parte que me diz respeito, a gestão em saúde, tento não me esquecer disso todos os dias. Quanto aos recursos que a ULSBA, incluindo o hospital, tem de dispor aos seus doentes, também é matéria da preocupação dos gestores. E se o é! Também, neste caso, entendo que não podemos perder mais qualidade e até devemos tentar" reconquista-la", aquela que temos vindo a perder (atrevo-me). Mas também me atrevo a dizer" que muitas camas"ou mais ou menos camas não são sinónimo de qualidade e melhor acesso. Assunto que merece discussão ténica profunda (incluindo os profissionais de prestação directa e os tais gestores, que o meu amigo não gosta / acha que querem poleiro) e que os tempos de crise até, às vezes, podem e deviam ajudar a resolver/melhor decidir. Os nossos doentes alentejanos, nós todos, precisamos continuar a dispor de recursos materiais e humanos necessários, porque indispensáveis e suficientes, para garantirmos cuidados de saúde.

Anónimo a 19 de Outubro de 2013 às 21:39, in: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2555654.html?view=5905926#t5905926

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