Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Uma decisão irracional e desumana" - a do encerramento de camas no Hospital de Beja

A decisão de encerrar camas do Hospital de Beja surpreendeu utentes e profissionais dessa Unidade do Serviço Nacional de Saúde. Assumida publicamente pela Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) no passado dia 9 de setembro, nunca foi satisfatoriamente explicada.
As dúvidas sobre esse encerramento nasceram primeiramente da opacidade que envolveu o processo de decisão. Ainda hoje se desconhece a paternidade do “projeto”. Desconhece-se também que objetivos tal medida visa obter.
A essas dúvidas seguiu-se a estupefação geral. A maioria dos profissionais que ali trabalham ficou perplexa, sem compreender que razões determinaram tal decisão.
Por seu lado, os utentes assistiram ao fatídico desaparecimento, em pleno agosto, de um conjunto de camas entre as quais aquelas que no Hospital tinham tido importante função para a prestação de cuidados de saúde adequados em situações de doença oncológica avançada.
Qualifico de adequados os cuidados até então prestados nesse sector da ala do Hospital agora encerrada, tendo em conta nele ter sido assegurada uma imprescindível condição de humanização: o acompanhamento familiar.
Várias instâncias representativas da população manifestaram-se, transmitindo à Administração da ULSBA a respetiva e justa preocupação. A essas manifestações da comunidade a que deve servir, a Administração tem-se mostrado insensível. As expectativas de que a existência de um Conselho Consultivo pudesse garantir mecanismos de exercício da cidadania até agora não têm sido realizadas.
Fica assim a população do Baixo-Alentejo confrontada com uma gravosa perda no que respeita à acessibilidade de cuidados de saúde de qualidade. É pois inquestionável a legitimidade de recurso, por parte dos utentes, à utilização de formas de luta visando a garantia do seu Direito à Saúde.
Não é de todo aceitável a irreversibilidade dessa medida, irracional e desumana.
Beja, 4 de Outubro de 2013
Munhoz Frade


Deixado por Munhoz Frade a 5 de Outubro de 2013 às 22:46, em: http://alvitrando.blogs.sapo.pt/2432154.html?view=5856666#t5856666

Comentários recentes

  • Anónimo

    Comboio parado a 10 km de Beja. Continua a saga! Q...

  • Anónimo

    Uma leitura curiosa do J.Espinho.Algo incoerente e...

  • votante

    Pois eu vou votar, mas com a convicção que o meu v...

  • Anónimo

    Que os Baixo-Alentejanos votem CONTRA o Governo do...

  • Francisco Santos

    Para além de tudo isso a Maria Alice foi uma das p...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds