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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

DIPLOMACIA SURREALISTA (ou... ORIGINALIDADES LUSO-ESPANHOLAS...)

A diplomacia "ibérica" não deixa de nos surpreender. Se não, vejamos: a Espanha, num acesso de viroso reivindicativa surpreendente, pressiona a Inglaterra (Grã-Bretanha) para lhe devolver Gibraltar, usando os argumentos que rejeita quando Marrocos lhe solicita que se discuta o estatuto de Ceuta e Melilla. Por outro lado, apesar de não se cansar de apregoar o bom relacionamento com Portugal, o Governo de Madrid, sem avisar Lisboa, reclama directamente junto das Nações Unidas mais área de Oceano junto das Ilhas Selvagens, invocando o... Direito Internacional!!!!!.

   Tudo isto a Espanha faz esquecendo-se de que, em termos de Direito Internacional, existe um assunto pendente: o da Devolução de Olivença, que se deveria ter processado, segundo tratados subscritos por ela própria, em 1815... ou, o mais tardar, em 1817. Onde está a coerência? Por que razão nenhuma  autoridade portuguesa deu uma resposta com base nesta contradição?

   Por outras palavras, as razões que assistem a Portugal no que a Olivença diz respeito são muito mais fortes e consistentes do que as razões espanholas em relação a qualquer uma das suas reivindicações.

   É com espanto que lemos que se vai formar um grupo de trabalho luso-espanhol, que, formado por três funcionários de cada país, vai analisar, de três em três meses, as relações entre Lisboa e Madrid. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel García-Margallo, afirmou (transcrição): "Em termos bilaterais decidimos por em marcha um grupo de trabalho de três funcionários cada que se reunirão trimestralmente para analisar problemas que surgem sempre numa relação que é tão estreita como a nossa".

   Deduzo que, sendo a Questão de Olivença a mais forte, a mais documentada e justificada polémica entre Portugal e Espanha que existe, não poderá deixar de ser ventilada e, quem sabe, resolvida com justiça.

   Caso contrário, só poderei fazer um balanço: o de que a lógica está ausente, talvez para sempre, no Palácio das Necessidades, o que, espero, os portugueses não poderão tolerar!

   Poderá ser ainda pior: poderei concluir que palavras como dignidade, honra, amor ao País, deixaram de fazer sentido no Estado português.

   Espero, curioso, a formação do tal grupo de trabalho, e saber que agenda estará em cima da mesa!

Elvas, 26 de Setembro de 2013

   João Lobo Gama

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