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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Crescimento é material. Desenvolvimento é humano."

O que as multidões da rua estão reclamando é: desenvolvimento em primeiro lugar e a seu serviço o crescimento  (PIB). Crescimento é material. Desenvolvimento é humano. Signfica mais educação, mais hospitais de qualidade, mais saneamento básico, melhor transporte coletivo, mais segurança, mais acesso à cultura e ao lazer. Em outras palavras: mais condições de viver minimamente feliz, como humanos e cidadãos e não como meros consumidores passivos de bens postos no mercado.  Em vez de grandes estádios cujas entradas aos jogos são em grande parte proibitivas para o povo, mais hospitais, mais escolas, mais centros técnicos, mais cultura, mais inserção no mundo digital da comunicação.

O crescimento deve ser orientado para o desenvolvimento  humano e social. Se não se alinhar a esta lógica, o governo se vê condenado a ser mais o gestor dos negócios do que  o  cuidador da vida de seu povo, das condições de sua alegria de viver e de sua admirada criatividade cultural.

As ruas estão gritando por um Brasil (e por Portugal também) de gente e não de negócios e de negociatas; por uma sociedade menos malvada devido às desigualdades gritantes; por relações sociais transparentes e menos escusas que escondem a praga da corrupção; por uma democracia onde o povo é chamado a discutir e a decidir junto com seus representantes o que é melhor para o país.

Leia, na íntegra, este interessante e oportuno texto de Leonard Boff, em:  http://leonardoboff.wordpress.com/2013/07/13/equivocos-conceptuais-no-governo-do-pt/

O que está na origem da crise

1. A força da desigualdade de acesso

A extrema desigualdade na distribuição da riqueza, e no acesso a todos os outros poderes está na origem da crise. E reproduzi-la-á em tempos e formas futuras, como nos garante a História.

Se é mais ou menos claro o termo distribuição de riqueza, o mesmo pode não acontecer quando se fala no acesso a outras formas de poder. No acesso a outras formas de poder, (que não as identificadas com a riqueza) inclui-se o poder de amar, de proteger, de construir, mas também as muitas formas de exercício abusivo de poder.  

As formas abusivas de poder, essas abarcam as decisões (em vez de construções) que os chefes (em vez de coordenadores) impõem aqueles a quem chamam de colaboradores;  as imposições dos pais na vida dos filhos (muitas vezes em nome de valores maiores como saúde, educação, proteção, segurança, etc.);  as pressões, tentativas de convencimento, e outras formas de violência mais ou menos dissimulada, ténue ou assumida, exercida entre amigos, cônjuges e outros conhecidos e desconhecidos.

"Economistas como Paul Krugman, Robin Wells entre outros entendem que as crescentes desigualdades não são uma consequência da crise económica, mas estão sim na sua origem. (...) “A desigualdade extrema na distribuição de acessos conduziu a uma polarização politica extrema, o que acabou por inviabilizar uma resposta politica à crise." 

A desigualdade no acesso ao respeito ou reconhecimento pelas diferentes condições física, psicológica, social  cultural das pessoas impede-as de se reverem plenamente, ou sentirem inequívoca pertença à categoria de humanos, ou de cidadãos. E esta é uma exclusão com custos elevados.

2. A força dos silêncios

Outra questão é porque é que não se discute mais sobre estas teses tão fortes. Os efeitos ideológicos mais profundos são aqueles que para se exercerem não necessitam de palavras e não pedem mais do que um silêncio cúmplice. Ou por outras palavras: " É difícil fazer com que um homem compreenda algo, quando o seu salário depende de que não compreenda." 

... e salário aqui é numerário ao final do mês, mas é também a ordem social que nos suporta.

 

http://acincotons.blogspot.pt/2013/07/e-dificil-fazer-um-homem-entender-algo.html, todo o texto pDores Correia

João Rocha pretende “Afirmar Beja no contexto nacional”

Após mais de três décadas à frente da Câmara de Serpa, João Rocha chega a Beja com a árdua tarefa de reconquistar a autarquia para a CDU. O candidato comunista reconhece que a capital de distrito “necessita de alguém que consiga afirmar a cidade e o concelho no contexto nacional”. E que os eleitos têm a obrigação de ouvir e de trabalhar com e para as pessoas. Alvo de uma providência cautelar contra a sua candidatura, que o Tribunal de Beja indeferiu, Rocha afirma que quem tem o direito de o recusar “é o povo de Beja”.

Não entrarei nunca em lavagens de roupa suja. Para isso, não contem comigo. 
Falo dos membros que estão na lista à câmara, do resto não falo. 
Teme que os “fantasmas do passado” possam novamente conduzir ao voto útil dos simpatizantes do PSD no PS? 
Não temo nada, apenas garanto que, com a CDU, Beja vai ter uma câmara para todos. Há, nesta cidade, muita gente de costas voltadas. É necessário, em prol do desenvolvimento, que as pessoas coloquem a sua cidade e o seu concelho acima das tricas pessoais e dos problemas particulares. 

Acha ou não que a direita irá alinhar outra vez com esta câmara?
Acho que as pessoas vão pensar melhor desta vez.  

O aparecimento de um movimento independente, à esquerda, pode, de alguma forma, prejudicar a candidatura da CDU?
Não tenho sentido isso… 

Embora não estivesse aqui nos últimos anos, sentia e sinto que as pessoas e os próprios concelhos à volta da cidade precisavam de Beja de outra forma que não esta.

Trechos de uma entrevista ao Diário do Alentjo (http://da.ambaal.pt/noticias/?id=3424)

Texto Paulo Barriga Fotos José Ferrolho

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    E não é só o hospital, a cidade e a região também ...

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    Afinal é ou não verdade que o Hospital de Beja “co...

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