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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Nostalgias

Mas as outras nostalgias que começam por aí a fazer caminho é que me inquietam... e ainda me inquietam mais, quando elas são referidas por seres humanos que foram vítimas da maior miséria a todos os níveis. ( Barrigas sem pão, corpos sem roupa, boca amordaçada, violações de todos tipos, sovas nos postos da GNR, casas sem luz de qualquer espécie, filhos sem escola, carne pra canhão em África por exemplo... )

Comentário e Manuel António Domingos, deixado aqui, a 5 de Outubro de 2012 às 12:11

É preciso acreditar na mudança e mudar mesmo!

Muita gente (eu incluído) reclama a necessidade de uma nova forma de fazer política e de novos agente políticos. Mas depois, não raras vezes, para não dizer quase sempre, quando alguém mete as mãos à obra, acaba, invariavelmente, por repetir as fórmulas antigas, usadas pelos partidos tradicionais. Já para não referir que sempre que alguém mostra essa intenção é recebido com desconfiança até por aqueles que reclamam essas mudanças.

Não é, por isso, de estranhar que muitos, quase todos, acabem por desistir desse empreendimento de tentar mudar a situação e se acomodem na grande maioria de descontentes, desiludidos, descrentes e fartos de “dar para esse peditório”.

Mas, apesar disso, há quem resista e não se resigne à ideia da inevitabilidade desta situação e da sua imutabilidade. Há ainda quem continue a acreditar e a apostar em fórmulas novas, em novos paradigmas, mais capazes de envolver e mobilizar as pessoas e de as fazer participar na procura de um (ou mais) desígnio que dê melhor sentido ao devir colectivo.

Nada, neste empreendimento, é fácil. Não se pode, à partida, contar com grandes apoios ou, pelo menos, com compreensão e aceitação de muita gente. A começar nos que representam e são responsáveis pela situação, que não desejam essas mudanças e tudo fazem para as impedir, e a acabar nos que se pretende desassossegar, envolver e mobilizar nesse empreendimento, pela simples razão de que já não acreditam que ainda seja possível mudar alguma coisa.

Mas “há sempre alguém que resiste / há sempre alguém que diz não”, com escreveu o poeta. E de entre os acomodados, há também os que o não estão tanto como fazem crer.   

Há quem, para travar a mudança, ameace com os riscos do desconhecido, propagandeando que a situação pode não estar boa mas sabe-se com o que se pode contar e que ninguém sabe as consequências de qualquer mudança.

Para além de se saber que se esta atitude tivesse adoptada pelos nossos antepassados ainda podíamos andar à caça para sobrevivermos, nada é mais perigoso do que continuarmos numa situação que todos os dias piora, sem nada fazermos para a alterar.

Nem todas as mudanças interessam porque nem todas são boas. Não devemos acreditar na bondade de todas as mudanças que nos prometem, principalmente quando nos são vendidas como prontas-a-vestir e concebidas pelos responsáveis pela situação, que pretendem manter. As mudanças que realmente interessam são as que são construídas, desde o princípio, com a participação de todos os que nelas querem participar.

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