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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

É preciso capitalizar o voluntariado

Ponto prévio: São conhecidas as dificuldades financeiras que as autarquias locais enfrentam. Umas causadas principalmente pela crise, outras por políticas e cortes financeiros aplicados pelo governo e, outras ainda, por responsabilidades próprias das autarquias, consoante os casos.

Feito este ponto prévio, que desenvolverei em futuro alvitre, defendo que o Movimento Associativo e Popular deve ser uma das áreas menos afectadas pelas restrições financeiras. E isto porque são as associações populares que, em larga medida, ocupam os tempos livres das pessoas, quase sempre, de forma sadia e porque conseguem fazer mais com menos dinheiro, porque dispõem de um capital (quase) imensurável que é o voluntariado a que seus dirigentes e muitos outros sócios e amigos se dedicam.

Para além disso, restringir, quando não há outra solução, os apoios concedidos ao Movimento Associativo e Popular de forma cega e igual para todos, traduz-se, quase sempre, numa enorme injustiça, que prejudica mais quem mais faz e mais merece em favor de quem pouco ou nada precisa ou merece, pelos meios de que já dispõe ou por aquilo que faz.

É por este prisma que devem ser analisados e decididos os apoios a conceder pelas autarquias (e também por outros organismos do Estado) e não outros quaisquer, que em vez de apoiar, dentro das possibilidades existentes e com justiça, o Movimento Associativo e Popular, de forma a capitalizar o voluntariado e ocupar saudavelmente as pessoas, contribuam, pelo contrário, para desincentivar o voluntariado e fomentar a ociosidade de importantes camadas das populações, com as nefastas consequências daí decorrentes.

"É urgente desconstruir a propaganda deste governo."

Em Junho a taxa de desemprego subiu para os 15,4% - o nível mais alto de sempre. Meio milhão de desempregados já não tem acesso ao subsídio de desemprego e, se nada for feito, as novas regras vão tornar o quadro mais negro - os subsídios vão ser pagos durante menos tempo e os montantes serão menores. É neste contexto que o governo tem a sórdida iniciativa de anunciar que um desempregado pode acumular parte da prestação do subsídio de desemprego com trabalhos a tempo completo, que paguem abaixo do subsídio de desemprego recebido. Diz o governo que: "é um apoio financeiro para os desempregados que recebem subsídio de desemprego e que voluntariamente aceitem ofertas de emprego, a tempo completo, com um salário (bruto) inferior ao valor do subsídio que recebem." É urgente desconstruir a propaganda deste governo – não há aqui qualquer apoio financeiro. O que se pretende é usar parte do salário que os trabalhadores descontaram para a Segurança Social para pagar parte do salário do seu novo emprego. Isto é inaceitável. Se o desempregado passa a trabalhar em horário completo deixa de ser desempregado e passa a trabalhador no activo - logo tem que ter um contrato de trabalho e receber a totalidade do salário a que tem direito pago pela nova entidade empregadora – e não pelo estado. O MSE repudia e combaterá mais esta medida que acentua descaradamente a precaridade e desresponsabiliza as empresas dos seus deveres para com os trabalhadores.

Câmara de Beja reduz a 50% os apoios aos clubes

O Executivo da Câmara de Beja reuniu ontem com representantes do movimento associativo desportivo do concelho, comunicando-lhes que os apoios à actividade regular para o ano 2012, vão, em função da actual situação do município, ser reduzidas em 50%, comparativamente ao ano de 2011, sendo o valor global na ordem dos 100 mil euros e que os pagamentos dos montantes a atribuir serão pagos em duas tranches, a primeira de 70% a ser liquidada no final de Outubro próximo, e a segunda em Maio de 2013.

 Os vereadores da CDU agendaram potestativamente, para a próxima reunião de Câmara, o assunto, recordando que "o Orçamento aprovado para o corrente ano, prevê que o montante a atribuir seja idêntico ao do ano transacto" e que "será essa a base de trabalho dos vereadores da CDU, para a elaboração da proposta que pretendem apresentar em reunião de Câmara sobre apoios e subsídios para a actividade regular 2012".

O vereador Miguel Góis garantiu que a Câmara gostaria de disponibilizar uma verba mais elevada mas tal não é possível na actual conjuntura, devido ao corte “num conjunto de outras actividades e áreas”, e afirmou que  reacção dos clubes foi “bastante positiva”, porque o movimento associativo desportivo tem “consciência das dificuldades que existem, hoje, não só no município de Beja como em todo o país”.

“Manifesto em Defesa do Museu Regional de Beja” prepara novas iniciativas para a sua salvaguarda

José Baguinho, do “Manifesto em Defesa do Museu Regional de Beja”, avançou com as novidades que este movimento está a preparar, para o início do próximo mês de Setembro, e que têm como objectivo defender a manutenção deste património. “Os contactos continuam e está a ser preparada a edição de um boletim, para o início de Setembro, onde vão constar os nomes dos cerca de 600 subscritores do Manifesto. Voltar a insistir na marcação de reuniões com entidades regionais, assim como nacionais e realizar, em Outubro, uma acção em defesa do Museu são as actividades que estamos a desenvolver”.

José Baguinho assegurou, igualmente, que o «Manifesto» vai fazer tudo no sentido de levar os responsáveis a entenderem, apesar dos problemas financeiros que o País atravessa, que são necessárias medidas de excepção para a salvaguarda do Museu Regional de Beja”, recordando que a “Câmara de Beja continua a insistir na transferência mensal, em 2012, de 4700 euros, contrariando o montante estipulado no Orçamento e Plano de Actividades aprovados em Assembleia Distrital”.

“CORDIALMENTE E A BEM DA NAÇÃO”

«Exmo. Senhor Ministro das Finanças
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa,
contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de V. Exa. para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, vítima de CANCRO DE MAMA em 2008, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical  da mesma.
Por esta 'coisinha' sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.
Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.
Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
A devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Exa. que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
 a) Os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
 b) Os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
 c) A angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
 d) Os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
 e) A ansiedade com que são acompanhados estes exames.
 f) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V. Exa. que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender. E por isso peço a todos aqueles que receberem
e lerem esta mensagem e se assim concordarem que enviem aos vossos amigos. Obrigado
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.

 

Com os melhores cumprimentos,
Atentamente,
Victor Lopes da Gama Cerqueira»

 

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