Alvitrando
Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.
06
Mai 12

publicado por Zé LG às 22:15
06
Mai 12

Esta padeirazinha (a ministra da Agricultura) azougada não se aperceberá do ridículo do seu comportamento? Não se aperceberá de que a sua política agrícola e do seu governo não é outra senão a continuação da política agrícola de Cavaco e Silva a Capoulas Santos?

Política agrícola que consistiu em destruirem as cooperativas de produção, em destruirem as pequenas explorações, em concentrarem a terra nas mãos de grandes proprietários e de grandes grupos económicos e financeiros?

Que consistiu em destruirem o aparelho produtivo agro-alimentar, a troco dos patacos de Bruxelas, e em provocarem uma escalada insuportável na importação de bens agro-alimentares, que hoje tanto pesam nas dívidas do país?

Que consistiu em canalizarem os dinheiros da Política Agrícola Comum, e de outros fundos e programas, para os grandes proprietários, sem que eles tenham, no caso das ajudas diretas ao rendimento, obrigatoriedade de produzir seja o que fôr?

Se alguém pensa que por este caminho Portugal vai começar a produzir os bens agro-alimentares de que precisa, que tire o cavalinho da chuva.

A única medida relevante tomada até agora pela padeirazinha do CDS foi suspender as obras de Alqueva. Que é uma medida não de incentivo, mas de desincentivo da modernização, da produtividade e da produção.

A realidade destes últimos anos mostrou que é necessário um governo onde a esquerda e os valores de Abril tenham lugar, para levar a cabo as reformas democráticas e constitucionais de que a agricultura portuguesa precisa, para ser produtiva e geradora de emprego.

Cabe ao povo português resolver este imbróglio!

2ª parte do texto "MILAGRE NO ALENTEJO! A ‘Padeira de Aljubarrota’ ressuscitou na pessoa da imaculada ministra da agricultura", de António Murteira, Engenheiro Técnico Agrário e Autor, recebido por e-mail do próprio.

publicado por Zé LG às 12:18
06
Mai 12

Jornais, rádios, televisões e outras tecnologias de comunicação foram mobilizadas para dar a boa nova aos portugueses.

A nova ‘Padeira de Aljubarrota’ investe agora, não contra castelhanos, mas em terra de sarracenos - o Alentejo!

Está a organizar um banco de terras e vai entregar a terra a quem a arrendar!

Ela e os seus boys e girls do ministério da agricultura e do CDS já conseguiram descobrir - pasme-se - 600 hectares de terra não cultivada.

Terra que, em tempos, tiraram ilegalmente e pela violência às cooperativas e aos trabalhadores que as tinham a produzir, terras que foram da Reforma Agrária, ali para os lados de Aguiar (Viana do Alentejo).

Então, a rutilante ministra, sem perda de oportunidade, mandou os economistas do ministério fazer contas, dividiram os 600 hectares por seis, e contentes ficaram ao concluirem, depois de enorme trabalheira, que tinham entre mãos nada mais nada menos do que seis parcelas, de 100 hectares cada uma. O acontecido foi divulgado aos quatro ventos.

E, um dia, apresentou-se num descampado, com a televisão atrás.

E deu de novo, aos quatro ventos, a notícia do êxito do seu banco de terras de seis lotes: tinham aparecido três agricultores interessados em três dos lotes!!!

É claro que os padres das aldeias, e mesmo alguns bispos e cardeias, ladeados por antigos latifundiários e admiradores de Salazar, perante tão inusitado acontecimento, apressaram-se a divulgar, entre os escassos e muito idosos fiéis, o milagre acontecido no Alentejo no ano da graça de 2012.

Já só com amarga ironia é possível suportar o mal que esta gente nos está a fazer e a continuação da farsa que destruiu a Reforma Agrária e a agricultura portuguesa.

Esta padeirazinha azougada não se aperceberá do ridículo do seu comportamento? Não se aperceberá de que a sua política agrícola e do seu governo não é outra senão a continuação da política agrícola de Cavaco e Silva a Capoulas Santos?

Parte de o texto de António Murteira, Engenheiro Técnico Agrário e Autor, recebido por e-mail do próprio.

publicado por Zé LG às 10:17
06
Mai 12

Fez anteontem três anos que Figueira Mestre morreu. Morreu um amigo, dos mais íntimos, mas morreu também alguém que amava a nossa Cidade como poucos. Morreu um Homem de pensamento livre e de convicções firmes e que por elas se batia persistentemente. Morreu um intelectual que muito tinha para dar, não só a Beja mas à sociedade em geral.

Figueira Mestre era um Homem desassossegado e incómodo. Não se acomodava nem se calava perante o que achava que estava mal. Nem deixava os outros, principalmente os seus amigos, acomodarem-se. Era radical, na medida em que ia - e fazia-nos ir - à raiz das coisas. Não se ficava pela espuma dos acontecimentos. Nem pela sua análise. Intervinha de forma apaixonada. Era inconveniente. Não conseguia ser politicamente correcto.

Continua a fazer-nos falta. Agora, talvez mais do que em qualquer outra altura.

publicado por Zé LG às 00:46
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