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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

"Cabe ao povo português resolver este imbróglio!"

Esta padeirazinha (a ministra da Agricultura) azougada não se aperceberá do ridículo do seu comportamento? Não se aperceberá de que a sua política agrícola e do seu governo não é outra senão a continuação da política agrícola de Cavaco e Silva a Capoulas Santos?

Política agrícola que consistiu em destruirem as cooperativas de produção, em destruirem as pequenas explorações, em concentrarem a terra nas mãos de grandes proprietários e de grandes grupos económicos e financeiros?

Que consistiu em destruirem o aparelho produtivo agro-alimentar, a troco dos patacos de Bruxelas, e em provocarem uma escalada insuportável na importação de bens agro-alimentares, que hoje tanto pesam nas dívidas do país?

Que consistiu em canalizarem os dinheiros da Política Agrícola Comum, e de outros fundos e programas, para os grandes proprietários, sem que eles tenham, no caso das ajudas diretas ao rendimento, obrigatoriedade de produzir seja o que fôr?

Se alguém pensa que por este caminho Portugal vai começar a produzir os bens agro-alimentares de que precisa, que tire o cavalinho da chuva.

A única medida relevante tomada até agora pela padeirazinha do CDS foi suspender as obras de Alqueva. Que é uma medida não de incentivo, mas de desincentivo da modernização, da produtividade e da produção.

A realidade destes últimos anos mostrou que é necessário um governo onde a esquerda e os valores de Abril tenham lugar, para levar a cabo as reformas democráticas e constitucionais de que a agricultura portuguesa precisa, para ser produtiva e geradora de emprego.

Cabe ao povo português resolver este imbróglio!

2ª parte do texto "MILAGRE NO ALENTEJO! A ‘Padeira de Aljubarrota’ ressuscitou na pessoa da imaculada ministra da agricultura", de António Murteira, Engenheiro Técnico Agrário e Autor, recebido por e-mail do próprio.

MILAGRE NO ALENTEJO! A ‘Padeira de Aljubarrota’ ressuscitou na pessoa da imaculada ministra da agricultura

Jornais, rádios, televisões e outras tecnologias de comunicação foram mobilizadas para dar a boa nova aos portugueses.

A nova ‘Padeira de Aljubarrota’ investe agora, não contra castelhanos, mas em terra de sarracenos - o Alentejo!

Está a organizar um banco de terras e vai entregar a terra a quem a arrendar!

Ela e os seus boys e girls do ministério da agricultura e do CDS já conseguiram descobrir - pasme-se - 600 hectares de terra não cultivada.

Terra que, em tempos, tiraram ilegalmente e pela violência às cooperativas e aos trabalhadores que as tinham a produzir, terras que foram da Reforma Agrária, ali para os lados de Aguiar (Viana do Alentejo).

Então, a rutilante ministra, sem perda de oportunidade, mandou os economistas do ministério fazer contas, dividiram os 600 hectares por seis, e contentes ficaram ao concluirem, depois de enorme trabalheira, que tinham entre mãos nada mais nada menos do que seis parcelas, de 100 hectares cada uma. O acontecido foi divulgado aos quatro ventos.

E, um dia, apresentou-se num descampado, com a televisão atrás.

E deu de novo, aos quatro ventos, a notícia do êxito do seu banco de terras de seis lotes: tinham aparecido três agricultores interessados em três dos lotes!!!

É claro que os padres das aldeias, e mesmo alguns bispos e cardeias, ladeados por antigos latifundiários e admiradores de Salazar, perante tão inusitado acontecimento, apressaram-se a divulgar, entre os escassos e muito idosos fiéis, o milagre acontecido no Alentejo no ano da graça de 2012.

Já só com amarga ironia é possível suportar o mal que esta gente nos está a fazer e a continuação da farsa que destruiu a Reforma Agrária e a agricultura portuguesa.

Esta padeirazinha azougada não se aperceberá do ridículo do seu comportamento? Não se aperceberá de que a sua política agrícola e do seu governo não é outra senão a continuação da política agrícola de Cavaco e Silva a Capoulas Santos?

Parte de o texto de António Murteira, Engenheiro Técnico Agrário e Autor, recebido por e-mail do próprio.

Fez três anos que Figueira Mestre morreu

Fez anteontem três anos que Figueira Mestre morreu. Morreu um amigo, dos mais íntimos, mas morreu também alguém que amava a nossa Cidade como poucos. Morreu um Homem de pensamento livre e de convicções firmes e que por elas se batia persistentemente. Morreu um intelectual que muito tinha para dar, não só a Beja mas à sociedade em geral.

Figueira Mestre era um Homem desassossegado e incómodo. Não se acomodava nem se calava perante o que achava que estava mal. Nem deixava os outros, principalmente os seus amigos, acomodarem-se. Era radical, na medida em que ia - e fazia-nos ir - à raiz das coisas. Não se ficava pela espuma dos acontecimentos. Nem pela sua análise. Intervinha de forma apaixonada. Era inconveniente. Não conseguia ser politicamente correcto.

Continua a fazer-nos falta. Agora, talvez mais do que em qualquer outra altura.

Passaram por cá

(desde 15-01-2011)

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