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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Bom tempo?

Ouvimos com frequência dizer que está bom tempo, quando não chove, está sol e as temperaturas são amenas. Sinal dos tempos. Dos tempos e da sociedade em que vivemos, fortemente urbanizada, em que as pessoas se desligaram do mundo rural e, principalmente, da sua actividade principal, a agricultura. Para esta e para os seus agentes não está bom tempo. Este "bom tempo" para quem vive desligado do campo é um "mau tempo" para os agricultores e para os que trabalham com eles e, a manter-se como parece que vai acontecer, anuncia um mau ano agrícola, com as consequências que daí resultam, não só para eles como para o país.

 

"Problemas de liquidez na Câmara de Beja atrasam pagamento dos prémios da 17.ª Galeria Aberta e de um prémio de poesia ganho por D. Dinis"

A Câmara Municipal de Beja ainda não pagou o prémio de 1 600 euros ao vencedor da 17.ª Galeria Aberta. Pulido Valente já afirmou que resolverá esta questão em breve. Contudo, uma investigação conjunta Não confirmo, nem desminto/Antena 2/Júlio Dinis descobriu que não se trata de um caso isolado, já que a autarquia também não terá pago um prémio de poesia ganho por D. Dinis. Consta que D. Dinis estaria envolvido num escândalo relacionado com o seu curso de técnicas trovadorescas, o qual foi concluído num domingo, na Universidade de Salamanca, pondo em causa a credibilidade do galardão. O prémio seria um banho de imersão com água fervida e um feitiço que permitiria chegar aos 25 anos, contrariando a esperança média de vida situada nos 21.

In “não confirmo, nem desminto” / Diário do Alentejo, desta semana.

"És tu, emigrado"

És tu, emigrado

 

És tu,

 

É o teu corpo, o resto todo de ti,

Um homem inteiro, 

O trabalho, a dignidade de qualquer trabalho

Que chegue do telemóvel do teu anúncio,

São as horas, as que puderem ser, todas,

As de janelas lavadas, de caixotes empilhados,

A quaisquer horas, quaisquer,

As que outros possam não querer,

 

É o outro telemóvel, da mulher, do teu filho,

Dos fraternos, dos amigos, deixados,

Do país onde não cabes,

 

São quase trinta e três anos,

Um licenciado, um quase doutorado,

Um desempregado no teu país,

 

Um portátil,

É um e-mail

De um emigrado…

 

José Rodrigues Dias, 2012-02-28

 

Copiado daqui.

Comentários recentes

  • Anónimo

    É para chorar... Assim, como querem fixar populaçã...

  • Anónimo

    A dita M. está em recuo...

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