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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

TSF encerra delegações regionais e despede Jornalistas premiados

A TSF iniciou um processo de reorganização que passa pelo encerramento de delegações e extinção de postos de trabalho. No entanto, Paulo Baldaia, o director da estação apenas revela que "A TSF tem em curso uma reorganização financeira que será comunicada a toda a redacção até final da semana", afirmou escusando-se a adiantar mais informação.

Já os jornalistas da TSF em Évora e em Faro confirmaram que essa reorganização vai implicar o encerramento das duas delegações, tendo-lhes sido anunciada a extinção dos postos de trabalho nestes locais, por questões de ordem orçamental.

Carlos Júlio, na TSF desde 1990, considera "curiosa" a decisão, tendo este recebido o prémio Gazeta de Rádio no ano passado, dado pelo Clube de Jornalistas, com a reportagem "A terra a quem a trabalha".

Por seu lado a jornalista da TSF em Faro, Maria Augusta Casaca, foi a vencedora do prémio de jornalismo Direitos Humanos & Integração em 2010, na categoria de rádio, com o trabalho "O silêncio dos dias", tendo também ganho o primeiro prémio de jornalismo da Associação Nacional de Municípios Portugueses em 

2007.

CIMBAL e AMBAAL participam juntas, de “forma activa e dinâmica”, na 29ª OVIBEJA

A CIMBAL - Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, vai participar na Ovibeja de “forma activa e dinâmica”, segundo o seu presidente, Pulido Valente, que informou que a CIMBAL e a AMBAAL - Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral vão estar juntas no certame.

Os municípios querem alertar os visitantes da Ovibeja para a importância dos projectos estruturantes, pois alguns “podem estar em perigo”, e pretendem também esclarecer as populações sobre as dificuldades em assegurarem “serviços, intervenções e investimentos” previstos, dada a redução das transferências do Orçamento do Estado.

Ovibeja promove “Fé nos burros”

... a pensar nas crianças, no turismo e em novas funções terapêuticas.

Fé nos Burros” é uma das iniciativas que traz à 29ª Ovibeja quatro burros para actividades dirigidas especialmente às crianças, uma exposição fotográfica, um filme e um espaço de debate sobre este velho companheiro do homem.

Na Ovibeja as crianças vão poder ajudar a tratar dos burros - dar de comer, escovar, limpar -, enquanto os monitores falam sobre a espécie, os diferentes tipos de alimentação, acerca dos cuidados básicos, da fisiologia dos burros, ... Dado que o burro é um animal dócil, paciente, estável física e emocionalmente, os familiares podem fazer a reportagem fotográfica das crianças no decorrer do contacto com os animais. Os mais novos podem ainda dar passeios de burro, acompanhados com monitores que levam os animais à rédea.

Uma ampla e muito ilustrativa exposição sobre o papel e importância do burro na sua relação com o homem vai preencher uma praça da Ovibeja, onde vai também ser apresentada e debatida a importância da preservação desta espécie e a sua utilização para novas funções que podem ir desde a integração em actividades de lazer e turismo, manutenção da biodiversidade e até em processos terapêuticos.

Fé nos Burros” é apenas uma das muitas curiosidades da 29ª edição da Ovibeja. A tradição aliada à modernidade e à inovação, a interculturalidade, a festa, o campo de mãos dadas com a cidade são alguns dos atractivos da Grande Feira do Sul, organizada pela ACOS – Agricultores do Sul, que tem este ano como tema central “+ PRODUÇÃO”.

Passos atrás

A actual maioria PSD – CDS, liderada por Passos Coelho, tem vindo a prosseguir uma política e a aprovar políticas que representam, como diz Carvalho da Silva, o maior retrocesso civilizacional alguma vez verificado.

A maioria dessas políticas e medidas em nada contribuem para os objectivos anunciados de combate aos défices, de crescimento económico e de justiça social. Antes pelo contrário, muitas delas contribuem para a ruína do país, o empobrecimento do povo, as desigualdades sociais e a falta de coesão nacional, como diversos indicadores vêm comprovando.

Há ainda quem lhe dê o benefício da dúvida e persista em acreditar que a política desta maioria e as políticas e medidas que tem vindo a tomar se devem a alguma impreparação de Passos Coelho e do seu governo. Não acredito nisso. Passos Coelho, o seu governo e restante entourage sabem bem o que querem e o que estão a fazer e fazem-no com competência. Este governo, apoiado pela maioria PSD – CDS, tem como principal objectivo testar até ao limite a capacidade de resistência do povo, designadamente dos trabalhadores, empurrando-os para uma situação equiparável à que se vivia há meio século atrás.

Todas as suas políticas e medidas atacam direitos dos trabalhadores. Sempre com a justificação / desculpa de que “não há dinheiro”. E que “não há dinheiro”, porque “vivemos acima das nossas possibilidades”, porque foram criados direitos patrimoniais que não podem ser satisfeitos.

Ainda começaram por dizer que o desemprego era o maior flagelo que devia ser combatido, mas a prática em pouco tempo evidenciou a hipocrisia. As medidas tomadas – aumento da idade para a reforma, redução do número de dias de férias, redução dos feriados, tentativa de aumento do horário de trabalho, entre outras -, têm como grande e imediata consequência o aumento do desemprego e a dificuldade de criar novos postos de trabalho. Aliás, a incapacidade e falta de vontade do governo de combater o desemprego ficou bem demonstrada com o convite do primeiro-ministro aos jovens para emigrarem, porque em Portugal não têm possibilidade de encontrar trabalho.

Mas existem outras medidas e afirmações, que pelo seu conteúdo e também pelo seu simbolismo, mostram bem como este governo pretende fazer o país andar para trás, nomeadamente nos direitos sociais e dos trabalhadores: a restrição da aplicação do rendimento mínimo, com a justificação de que é necessário impedir os seus beneficiários de se tornarem subsídio-dependentes; a redução do tempo e do valor do subsídio de desemprego, com o argumento de que é necessário incentivar os desempregados a voltar ao trabalho; o acordo de concertação social, que mais não é do que a consagração de um conjunto de medidas lesivas dos trabalhadores; o apelo do primeiro-ministro aos portugueses para serem “menos complacentes” e “menos piegas”, porque só assim será possível ganhar credibilidade e criar condições para superar a crise.

Ou seja, este governo faz dos trabalhadores – empregados, desempregados e reformados – os culpados da crise e penaliza-os com a austeridade e a retirada de direitos, procurando retroceder meio século, altura em que não lhes eram reconhecidos quaisquer direitos, o emprego era apresentado como um privilégio e as remunerações um favor, concedidos pelo Estado e pelos patrões apenas a alguns, mantendo sempre disponível um enorme exército de desempregados sem quaisquer direitos e meios de subsistência, que lhes permitia manter a situação.

É a esta situação que Passos Coelho pretende fazer o país retroceder. Passos Coelho é jovem na idade mas, através da sua acção, mostra que é um velho na política salazarenta que persiste em levar à prática.

Como alguém escreveu no meu blogue Alvitrando – com a direita no poder o Alentejo só tem uma mudança, a marcha atrás -, este primeiro-ministro só quer dar passos atrás, promovendo um acentuado retrocesso civilizacional.

Penedo Gordo, 09/02/2012

Publicado na edição nº 109 da revista Mais Alentejo.

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    Já tu estás bem identificado...

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