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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Conversa em família”

Zé LG Zé LG, 01.01.12

O Presidente da República, Cavaco Silva, no seu habitual discurso de Ano Novo, afirmou, entre outras coisas, que “somos todos responsáveis” pela situação que o país atravessa e que “temos de trabalhar mais” para produzir mais e melhorar a nossa economia.

Vale a pena debruçarmo-nos um pouco sobre estas afirmações.

Se é verdade que “somos todos responsáveis” pela crise que estamos a viver não é menos verdade que o grau de responsabilidade é bastante diferente entre aqueles que, cumprindo todos os seus deveres, têm como única responsabilidade a de ter votado nos que têm governado o país e que o trouxeram a esta grave situação, e os que tenho sido escolhidos para governar Portugal e se comprometeram a resolver os seus problemas e a colocá-lo no caminho do progresso não cumpriram o que prometeram. Não é a mesma coisa! Afirmar, como fez Cavaco Silva, que “somos todos responsáveis” é pretender “meter todos no mesmo saco” e desresponsabilizar os que têm mais responsabilidade, a começar por ele próprio, que foi ministro das Finanças, primeiro-ministro (10 anos, 8 dos quais com maioria absoluta) e agora Presidente da República.

Se também é verdade que “temos de trabalhar mais” para produzir mais e melhorar a nossa economia não é menos verdade que cada vez mais portugueses têm oportunidade de contribuir para esse objectivo pela simples razão de que são atirados para o desemprego, não conseguindo, muitos deles, voltar a trabalhar.

A um Presidente da República exige-se palavras de esperança e confiança na capacidade dos portugueses, a começar pelos governantes, de superarem a as dificuldades, mas também se exige rigor e seriedade no que afirma. Neste momento, mais do que uma “conversa em família”, como outras de triste memória, exigia-se um discurso de verdade, de assunção de responsabilidades e de exigência ao governo que fosse capaz de ultrapassar a crise sem agravar as desigualdades, fazendo uma mais justa distribuição da riqueza. Mas isto seria pedir demais a quem, depois do que disse sobre o corte do subsídio de férias e do 13º mês aos funcionários públicos, promulgou a Lei do Orçamento de Estado com essas medidas, sem o submeter à apreciação do Tribunal Constitucional…

Não fazia mais nada

Zé LG Zé LG, 01.01.12

… o titular do Blog Alvitrando, teria que permanecer noite e dia ao computador para cumprir com a sua recomendação, o que é humanamente impossível. De qualquer modo, é realmente confrangedor verificar que continuamos anonimamente ou não, a atacarmo-nos mutuamente, pelo mais insignificante motivo, utilizando a agressão escrita, semeada de insultos gratuitos, que só provocarão gargalhadas hilariantes aos visados nos mais diferentes alvitres. Não está em causa o comentário anónimo, ou assinado com um pseudónimo. Está em causa sim o objectivo de comentar de uma forma responsável e em crítica construtiva, cada qual a seu modo defendendo os seus pontos de vista. … mas, de uma vez por todas rogo aos meus caros companheiros de alvitre, que abandonamos esta refrega inútil entre nós.

Comentário de António Martins, deixado aqui, a 31 de Dezembro de 2011 às 19:15

Então a culpa não era dos comunistas?!

Zé LG Zé LG, 01.01.12

Jorge Pulido Valente vê “grande dificuldade que o Vivaci avance nos tempos mais próximos” dada a actual conjuntura. O autarca espera que a perspectiva que existe de fixação de famílias e de outros investimentos na região possa criar mais população “consumidora” e torne “mais apetecível, mesmo em altura de crise, este investimento”.

Assalto ao Quartel de Beja foi há 50 anos

Zé LG Zé LG, 01.01.12

Na noite da passagem do ano foi assaltado o quartel de Infantaria 3 em Beja. A revolta foi comandada pelo capitão Varela Gomes. Morto, durante os acontecimentos o tenente-coronel Jaime Filipe da Fonseca, então sub-secretário de Estado do exército. Outro dos organizadores foi o civil Manuel Serra, participando o major Francisco Vasconcelos Pestana, filho do antigo ministro da I República, Pestana Júnior, o capitão Pedroso Marques e o tenente Brissos de Carvalho, bem como o civil Fernando Piteira Santos. Depois de um tiroteio com o major Calapez, comandante do quartel que consegue evadir-se e avisar as autoridades, Varela Gomes é gravemente ferido. Entretanto, Humberto Delgado entra clandestinamente em Portugal, chega a dormir em Lisboa numa pensão, e vai para Beja na companhia de Adolfo Ayala, verifica o fracasso e volta ao exílio, onde denuncia a ineficácia da polícia política face aos disfarces que apresentou.

 

O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória – NAM vai comemorar o 50º aniversário do assalto ao quartel de Beja, uma acção revolucionária, inserida num plano para o derrubamento do regime fascista, ocorrida em 1 de Janeiro de 1962.
Realizar-se-á uma sessão aberta ao público, na Biblioteca Museu da República e da Resistência, na Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B, do Rêgo, com início às 15h horas, do dia 14 de Janeiro de 2012. Serão oradores a historiadora Irene Pimentel, o historiador António Louçã, e o coronel Carlos Matos Gomes e contamos com a presença de participantes naquela acção.
O NAM pretende, assim, homenagear todos os heróicos protagonistas desta acção revolucionária que consideramos um marco histórico na luta contra a ditadura do Estado Novo e manter viva a sua memória.

 

O então tenente Brissos de Carvalho, natural da Cabeça Gorda, veio a ser o primeiro Governador Civil de Beja após o 25 de Abril de 1974.