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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

É preciso e urgente dar combate a este governo que está a promover um verdadeiro recuo civilizacional

As medidas que este governo está a tomar são um verdadeiro recuo civilizacional, fruto de uma visão medíocre, tacanha e limitada dos seus principais protagonistas. Medidas como a que hoje foi tomada  do aumento do horário de trabalho, sem qualquer pagamento extra, é algo intolerável. A meu ver esta medida representaria um forte argumento para uma greve geral, de duração indefinida, e que só terminaria quando esta aberração  fosse revogada. (Mas uma greve, é claro, diferente da de dia 24 de Novembro, que para bem pouco parece ter servido: o orçamento foi aprovado e todo o arsenal de medidas penalizadoras para quem trabalha continua de pé).

Há uns anos debatia-se a redução do horário de trabalho para garantir mais emprego. Hoje, com o desemprego a subir em flecha e os salários cada vez a valerem menos, os "crânios" que nos desgovernam imaginaram esta medida "radical", que só vem dar razão à história aqui contada há dias pela Dores Coreia, segundo a qual um empresário dos mármores lhe terá "confidenciado" que a situação hoje de muitos operários é pior do que a dos antigos escravos. Os donos dos escravos tentariam mantê-los em boa forma física, já que eram "objectos transaccionáveis". O assalariado não: explora-se até ao esgotamento e depois põe-se fora e troca-se por outro, que o mercado do desemprego é sempre um excelente exército de reserva de mão-de-obra a preço da "uva mijona"

Depois do martírio dos anarquistas de Chicago e das grandes greves pelas 8 horas de trabalho nos campos do Alentejo e do Ribatejo este aumento do horário semanal em 2,5 horas é brutal e exigiria uma resposta que, infelizmente, o movimento sindical em Portugal, anémico e correia-de-transmissão das estratégias partidárias, não consegue dar.

A resposta só pode vir dos locais de trabalho e do assumir de formas de luta que, nos tempos modernos, sempre fizeram parte do arsenal de quem não se sujeita aos ditames de quem manda e julga poder reescrever a história, apenas e só, no sentido dos seus interesses particulares.

Publicado aqui por Carlos Júlio.

Nova edição da Callipole sobre cultura e património do Alentejo

No próximo dia 10 de Dezembro, pelas 15 horas, no Cine-Teatro Florbela Espanca, o Municipio de Vila Viçosa lança 19º número da Revista de Cultura Callipole.

Esta edição conta com a colaboração de diferentes investigadores, relativamente a temas da cultura e do património do Alentejo, nas suas diversas vertentes, com especial destaque para Vila Viçosa, incluindo um artigo de Tiago Salgueiro sobre a Tapada Real - a sua história a componente cinegética na actualidade.

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