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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Em vez de aparecerem os resultados implementaram as sapatas dos pilares

Há um ano, hesitei se devia ou não escrever esta carta ao meu amigo Jorge Pulido Valente, mas o respeito pela nossa amizade obrigou-me a fazê-lo.

Nela afirmei que “o mandato começou mal” e que “o primeiro ano não correu bem” e, finalmente, que “o enconchamento e o autismo perante as dificuldades não serão seguramente as atitudes mais aconselháveis e úteis para as ultrapassar”.

 

Jorge Pulido Valente respondeu-me com sete pedras na mão, refutando as minhas críticas e acusando-me de ter feito” afirmações tendenciosas e qualificado de forma imprópria e injusta a intervenção” da sua equipa, assegurando que estavam a conseguir concretizar a grande maioria das propostas apresentadas, “de acordo com uma visão e uma estratégia que estamos a seguir e cujos resultados irão começar a aparecer, mais visivelmente, como prevíamos, a partir do próximo ano”.

 

Mais um ano decorrido e já não vale a pena escrever-lhe mais cartas, para não o incomodar novamente. Quanto ao balanço desta primeira metade do mandato, as reacções de seus apoiantes dizem tudo. Mostram quem tinha e quem não tinha razão no que escreveu há um ano. Mas se dúvidas ainda restam destaco as palavras do presidente da Câmara de Beja: “os resultados irão começar a aparecer, mais visivelmente, como prevíamos, a partir do próximo ano”, afirmou há um ano; “implementámos as sapatas dos pilares, lançámos essa estratégia, investimos em determinadas áreas para que depois esses pilares possam crescer”, disse em entrevista ao Diário do Alentejo, há dias.

”Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto?”

Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje. É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização da generalidade dos trabalhadores e quadros médios e superiores, públicos e privados, bem como dos reformados e pensionistas, que o ministro das Finanças espera que Portugal triunfe “como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo” no final do programa de ajustamento. Faz sentido?
Como é óbvio, só quem ensaia soluções asséticas e perfeitas em laboratório é que pode imaginar que esta história terá um final feliz. O mantra do ministro das Finanças (para conhecer o pensamento de Vítor Gaspar ler o excelente artigo que Pedro Lains publicou no “Jornal de Negócios” de 19 de outubro) link é tornar-nos a pequena China da Europa, assente em salários baixíssimos, sem subsídio de férias nem de Natal, relações laborais precarizadas, horários de trabalho flexíveis e menos férias e feriados.
Mas Gaspar quer ir mais longe.

Leia aqui o resto deste excelente texto, publicado com o título “Se resultar deem o Nobel ao Gaspar”, por Nicolau Santos, no expresso de 22.10.11.

CONGRESSO MUNDIAL DO PRESUNTO 2013 REALIZA-SE EM OURIQUE

Uma delegação composta por membros da Câmara Municipal de Ourique e da Associação de Criadores de Porco Alentejano, a que se associou o presidente da Turismo do Alentejo ERT Ceia da Silva, defendeu com sucesso a candidatura para realização em 2013 do VII CONGRESSO MUNDIAL DO PRESUNTO em Ourique, que pela primeira vez se realizará fora de Espanha e que ocorrerá em Maio e que reúne cerca de 500 congressistas.

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  • Anónimo

    Tens toda a razão. Já cá faltava a patetice da com...

  • Anónimo

    Vote no PAN.

  • Anónimo

    Já cá faltava a patetice da habitual comparação co...

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