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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Será que os eleitos do PS estão a fazer em Beja o que garantiram há dois anos?

Jorge Pulido Valente (PS), o novo presidente da Câmara Municipal de Beja, afirmou, há dois anos, que os eleitos do PS não abdicarão «do poder de decisão» que lhes foi confiado pela maioria da população e que, por isso, assumirão «por inteiro a responsabilidade» de serem «um verdadeiro governo local» e «as consequências das nossas opções», neste «novo e renovado do ciclo de quatro anos em que, sob o lema Beja Capital, iremos trabalhar sem limites, todos os dias, com todos e para todos, para conseguirmos mais desenvolvimento, mais coesão social, mais qualidade de vida, mais participação pública e transparência, mais e melhores serviços públicos», estabelecendo quatro agendas prioritárias: o desenvolvimento económico (criação de empresas, de riqueza e de emprego); o desenvolvimento social, a qual terá como base o Plano de Desenvolvimento Social e como objectivos fundamentais a coesão e a justiça sociais; a qualidade de vida «que abrange todas as áreas que são decisivas quer para o nosso bem-estar do dia-a-dia, quer para a capacidade de atracção e fixação de novos povoadores»; a cooperação, a qual irá permitir o reconhecimento de Beja como verdadeira capital do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

 

Desafio todos os leitores do Alvitrando, designadamente os residentes no Concelho de Beja, a fazerem a sua avaliação crítica desta primeira metade do mandato deste Executivo, face às promessas feitas, e as apontarem as suas expectativas para o resto do mandato.

Seria interessante que o Executivo fizesse (aqui seria pedir muito?) a sua própria avaliação, de forma a enriquecer o debate, que desejo participado, correcto e sem ofensas para quem quer que seja.

Câmara de Beja promove visita técnica ao edifício sustentável em construção

 

No próximo dia 8 de Novembro, a Câmara Municipal de Beja e a Inovobeja EEM irão promover uma visita técnica ao Edifício Sustentável.

Trata-se de um projecto integrado na Rede ECOS e que tem como objectivo dar a conhecer a todos o porquê de este ser um edifício com carácter sustentável.

As confirmações para a visita técnica deverão ser enviadas para cristina.daniel@cm-beja.pt e estarão abertas apenas para as primeiras 30 inscrições (até ao dia 3 de Novembro às 17h) por motivos de segurança que este tipo de visita a uma obra implica. Serão feitos 2 turnos de 15 participantes cada.

A primeira parte é aberta a toda a gente, sem número limite (no entanto requer igualmente confirmação de inscrição até ao dia 3).

A Democracia está a ser dramaticamente “reformada”

Acabei de assistir, na TVI 24, a um frente-a-frente entre Paulo Rangel e Carvalho da Silva bastante civilizado e extremamente esclarecedor, quer da situação actual quer das possíveis saídas de curto e de médio e longo prazo, quer a nível nacional quer europeu e mundial.

O debate mostrou que, para além das naturais divergências, quando se debatem os problemas com civilidade e seriedade é possível encontrar caminhos que não sendo comuns podem ter alguma convergência, quando os problemas têm a gravidade da actual situação.

Uma das questões abordadas – sobre a qual muito tenho reflectido – foi a do caminho que a democracia está a seguir ou, melhor dizendo, para onde está a ser conduzida. Um caminho que, ao invés do que seria necessário, não é o que possa contribuir para o seu aperfeiçoamento e qualificação mas sim o da sua subversão e degradação, que lhe pode pôr fim, com consequências desastrosas para o futuro dos povos e da humanidade.

A progressiva e acelerada subalternização dos poderes legitimados democraticamente por outros (financeiros, económicos, políticos e outros) - para não dizer o domínio destes sobre aqueles -, está a destruir a democracia, com a complacência e o conluio de alguns daqueles.

A forma como foi encarado o anúncio pelo primeiro-ministro grego de um referendo sobre as condições das medidas impostas pela União Europeia em troca do perdão de parte da dívida é um bom exemplo disso.

As preocupações e os receios manifestados por tal decisão e as ameaças feitas à Grécia por se admitir que o resultado do referendo possa ser um rotundo não evidencia o estado da democracia a que chegámos.

O receio de ouvir um povo sobre uma questão decisiva para o seu futuro colectivo revela bem como a construção europeia e as medidas de combate à crise estão a ser concretizadas á revelia e contra os povos. Para um regime concebido para ser exercido “pelo povo, com o povo e para o povo” o mínimo que se pode dizer é que está a ser dramaticamente “reformado”.

Tal como Paulo Rangel e Carvalho da Silva concordaram, também eu acho que a saída para a crise só se conseguirá com mais e melhor democracia e não com a sua subversão e degradação, como se está a verificar.

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