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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Afinal quem mais come do Orçamento de Estado

O Alentejo vai receber do Orçamento de Estado, no próximo, ano 370 milhões de euros, no quadro da “Repartição Regionalizada dos Programas e Medidas”, assim distribuídos:

- Agricultura e Ambiente - 329, 8 milhões de euros;

- Governação e Cultura - 1,8 milhões de euros;

- Justiça -1,3 milhões de euros;

- Economia e Emprego - 13,7 milhões de euros;

- Saúde - 4,2 milhões de euros;

- Ensino - 9,1 milhões de euros;

- Ensino Superior 7,9 milhões de euros;

- Segurança Social 1, 7 milhões de euros.

 

É interessante verificar, por esta amostra, que quem mais clama contra o Estado é quem mais dele come e que afinal as áreas sociais têm um peso muito pequeno comparado com as económicas nesta “Repartição Regionalizada dos Programas e Medidas” do Orçamento de Estado.

"precisamos indignar-nos perante a ditadura da inevitabilidade"

 

Depois da indignação de 15 de Outubro, em plena semana de luta da CGTP, antes da greve geral, é de toda a conveniência compreender e aceitar que algo vai mudar. E se não sabemos o quê, nem quando, podemos pelo menos observar alguns "sinais do tempo".

Manuel Maria Carrilho, o filósofo e político, não é propriamente um homem fora do sistema, mas até ele constata:Tudo hoje aponta, a meu ver, para o facto de a crise que estamos a viver exigir uma revolução no modo de fazer política. Mas uma revolução que aumente a sua eficácia, e esse é sem dúvida o grande problema que os movimentos de "indignados" enfrentam.

Contudo, o mesmo Carrilho, também alerta:

É bom não ter ilusões: a indignação apesar de ser um forte detonador mediático,  é, na verdade, um fraco operador político.

Mas continua a ser, a meu ver, no campo político - suportado pelo social e mental - que "a ditadura da inevitabilidade responsável pela disseminação sedativa do principio da desigualdade 'natural'" pode e deve ser derrubada, se para tanto houver vontade política (do sistema politico-partidário mas também para além dele). Até porque é nessa ditadura que o actual governo se apoia e que, por isso mesmo a tenta reforçar.

Perante este estado de coisas, resta-nos pois compreender o significado e as potencialidades da indignação. E insistir naquilo que disse Stéphane Hessel "A todos aqueles e aquelas que irão fazer o século XXI": onde não é preciso atirar pedras ou pegar em armas para fruir do direito à palavra – indignar-se é preciso!

Publicado por Dores Correia às 00:28, aqui.

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