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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

“Ao cuidado da Exma. Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Évora”

Com este título escreveu Carlos Júlio uma carta aberta, no nosso A Cinco Tons, sobre "A Cultura está Viva e manifesta-se na Rua", que termina assim:

“Por último, mas não em último lugar, permita-me que lhe confidencie que o que retenho de mais importante destas três semanas em que, em nome da cultura, fomos todas as tarde para a rua, geralmente para a Praça do Sertório, foi o exercício de cidadania, de liberdade e de democracia que conseguimos ali, mesmo frente ao edifício da Câmara Municipal, construir. A democracia não se esgota, a nosso ver, nem no momento do voto, nem nos espaços dedicados ao público nas reuniões da Assembleia Municipal, nem noutros momentos circunstanciais e, quase sempre, simbólicos. O nosso respeito pela cidadania e pelos valores da República implicam-nos diariamente na procura de soluções e alternativas para os espaços que habitamos e a que chamamos nossos. Esse é um exercício de que, em momento algum, abdicaremos. E estas Assembleias de Rua trouxeram-nos esse espaço de respiração de que tanta falta sentíamos - e que não vamos deixar que nos fuja de novo.”

Isidoro de Sousa pioneiro do fomento e do associativismo agrícolas do Alentejo

"O Dr. António Isidoro de Sousa, no início do séc. XIX, foi o grande impulsionador do desenvolvimento da vila de Viana do Alentejo, tendo aí desenvolvido actividades que o transformaram em pioneiro no cooperativismo e associativismo em Portugal.
Filho do médico António José de Sousa e de Maria José de Sousa, nasceu em "Vianna do Alemtejo" no dia 4 de Abril de 1843 e faleceu, na mesma localidade, no dia 19 de Dezembro de 1914.
No Instituto Agrícola, concluiu o curso de "veterinário-lavrador" em 1864. Exerceu os cargos de Intendente da Pecuária em Évora e Coimbra, onde contactou com figuras proeminentes da "Geração de 70", como Antero de Quental e Eça de Queirós. Posteriormente, é colocado como agrónomo distrital em Beja. Foi convidado para exercer vários cargos, como professor da Escola Veterinária de Lisboa, Director Geral da Agricultura, Deputado e Governador Civil, tendo-os recusado a todos para, in loco, se dedicar à sua terra natal, começando por promover a criação da "Liga dos Lavradores do Baixo Alentejo" depois de fixar residência em Alvito.
Após a morte do seu pai, apoia e incentiva, em 1881, a divisão da Herdade do Palanque em 123 courelas, que foram arrematadas em Março de 1882. Promoveu a criação da sociedade cooperativa "União Vinícola e Oleícola do Sul", em Vianna do Alemtejo, no final de 1892, tendo assumido a sua gerência em 1893. Neste ano, a U.V.O.S. promoveu a última arrematação das 109 courelas em que fora dividida a herdade Cegagatos. A Cooperativa construiu, junto à estação
de caminho de ferro de Viana, a "Adega Social" para o fabrico nacional dos vinhos da região. Instalou uma "Estação de Ensaios", onde eram divulgadas novas espécies de vinha e de produtos horto-frutícolas, demonstradas modernas técnicas agrícolas, ensaiados adubos químicos e instalado um posto de observação meteorológico.
Em 28 de Outubro de 1893, a U.V.O.S., pela mão de António Isidoro de Sousa, conseguiu que o governo autorizasse a criação da "Escola-Oficina Médico Sousa", que seria administrada financeira e disciplinarmente pela Cooperativa, enquanto que a Direcção e Inspecção Técnica era da responsabilidade do ministro Dr. Bernardino Machado, que na altura fomentava o Ensino Industrial. Esta escola dedicava-se ao ensino prático dos processos relativos aos ofícios de Oleiro, Forneiro de Loiça e Pintor de Cerâmica, actividades com muita implementação na vila. É nesta escola que se encontram as raízes da actual Escola B2,3/S Dr. Isidoro de Sousa de Viana do Alentejo.
Em 1895, aquando da extinção do concelho, é eleito Presidente da Comissão de Vigilância, tendo promovido uma grande movimentação em prol da restauração e ampliação do Município de Viana. Reinstala a Comissão de Pastos em 1896, a qual fomenta a construção de uma fonte. Aquando da restauração do Concelho, em 1898, torna-se Presidente da Câmara. No desempenho destas funções, foi responsável pela construção de fontes, pelo loteamento de terrenos para
a construção de habitações e, por último, no ano do seu desaparecimento, em 1914, interferiu junto do governo para que fosse autorizada a divisão da Herdade da Vinagra em 123 courelas.
Pela mão do Dr. António Isidoro de Sousa a configuração de Viana do Alentejo, ainda hoje, se distingue da de todas as outras regiões alentejanas."

 

Copiado, com a devida vénia, daqui. Ler também aqui sobre esta ilustre figura alentejana, cuja obra merecia ser mais conhecida.

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