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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Opiniões sobre a EXPOBEJA e o Parque de Feiras e Exposições de Beja

 

Ao ter tomado conhecimento de que a Câmara Municipal de Beja vai discutir a “Proposta de Dissolução da Expobeja” e porque, frequentemente, são confundidas as minhas responsabilidades com as da administração da Empresa, decidi divulgar algumas das minhas opiniões sobre a Sociedade, num enquadramento mais vasto.

 

 

As feiras, constituindo uma das actividades económicas que mais dinheiro movimenta, por serem uma das principais ferramentas de marketing utilizada para a promoção de produtos e/ou serviços, estão a atravessar uma crise grave no nosso país, fruto da conjuntura actual e da relativamente fraca adesão das instituições e empresas às mesmas. Quer as feiras, principalmente as de negócios, quer os parques de feiras e, consequentemente, as empresas que os gerem, estão a atravessar sérias dificuldades, em resultado da quebra de procura.

A Câmara Municipal deveria ter definido a estratégia a seguir na utilização do PFE e da EXPOBEJA, como instrumentos da aplicação da sua estratégia de desenvolvimento para o Concelho. Nesta fase de dificuldades que o sector atravessa, a Câmara Municipal deveria investir, não só dinheiro mas também em envolvimento e integração na sua actividade geral, na afirmação do PFE como um instrumento fundamental da afirmação de Beja como centro de feiras e outros eventos do Sul, definindo e apoiando um conjunto de feiras e outros eventos que considere estratégicos para aquele objectivo e para o desenvolvimento do Concelho, incluindo a dinamização de actividades e agentes económicos.

É irrealista, actualmente e nos próximos anos, a ideia de que a EXPOBEJA poderia gerir o PFE de forma auto-sustentada, praticando preços sociais e descontos em quase todas as utilizações e, ainda, gerar lucros que assegurasse a sua manutenção. Deveria ter sido clarificada globalmente a política de preços a praticar, pela Câmara Municipal, que deveria incluir nos apoios a conceder às entidades o aluguer do espaço, a preço de tabela, como forma de viabilizar a empresa e para que os beneficiários ficassem cientes de quem, efectivamente, os apoia. A Expobeja, tendo em conta os seus objectivos programáticos, não devia praticar preços “sociais” mas sim comerciais, fazendo, eventualmente, alguns descontos a organizadores de eventos de maior interesse para a região.

O novo Regime Jurídico do Sector Empresarial do Estado, salvo melhor opinião, obriga o Município a celebrar com a Empresa contratos-programa tendo em conta a sua função de desenvolvimento local ou regional (o que nunca aconteceu), onde conste as comparticipações públicas que a Empresa tem o direito de receber como contrapartida das obrigações assumidas, e os proprietários a suportarem os prejuízos da gestão da Empresa, na proporção do respectivo capital.

Em resumo, o que, na minha opinião, a Câmara Municipal deveria ter equacionado é como enquadrar a EXPOBEJA e o PFE na sua estratégia de intervenção e, consequentemente, o que investir neles.

A Câmara Municipal não devia, pelo simples facto de ter criado uma empresa para gerir o PFE, pretender que ela, para além de se auto-sustentar em termos correntes, como tem acontecido, apesar dos inúmeros descontos e borlas, fosse capaz de suportar os custos com as reparações dos danos causados enquanto o PFE esteve sem qualquer controlo e os investimentos em melhoramentos das instalações.

A Câmara Municipal devia reflectir nas apostas que faz, quer no respeitante a equipamentos colectivos quer a grandes eventos que promove e apoia, e concluir se a EXPOBEJA e o PFE têm sido encarados e tratados da mesma forma que outros.

 

Apesar de ter transmitido estas e outras opiniões (sugestões e propostas) ao anterior presidente da Câmara e ao actual, no início do seu mandato, e de lhes ter reafirmado a minha disponibilidade, de sempre, para esclarecer os meus pontos de vista sobre esta problemática e ser esclarecido sobre algumas questões que pudesse não estar a entender ou a interpretar de forma menos correcta, tal nunca aconteceu (nem tinha de acontecer…).

PS quer “Dissolução da ExpoBeja”

A Câmara Municipal de Beja vai discutir amanhã a “Proposta de dissolução da ExpoBeja”, apresentada pelo seu Executivo do PS, que pretende que seja votada na reunião da Assembleia Municipal, a realizar em Setembro.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara Municipal de Beja e do Conselho de Administração da ExpoBeja, afirmou que a forma de gestão futura do Parque de Feiras “é uma situação que será tratada a seu tempo, depois de ultrapassada a dissolução da ExpoBeja”.

PCP rejeita a «inevitabilidade» da intervenção estrangeira e que Portugal se transforme num “protectorado da Alemanha”

Hoje é cada vez mais evidente que a política de direita e de abdicação da soberania, a mando da União Europeia e do FMI, posta em prática pelo governo PS e aprofundada pelo actual Governo PSD/PP, com a conivência do Presidente da República, está a conduzir o País para o abismo.

As riquezas nacionais estão a saque; destrói-se o que resta do aparelho produtivo; trabalhadores, reformados e pensionistas sofrem novos cortes nas suas remunerações; liquidam-se direitos fundamentais; viola-se a Constituição da República; Portugal, como outros países do Sul da Europa, transforma-se num protectorado da Alemanha. E há uma minoria privilegiada, serventuária do capital, que tenta convencer o povo a resignar-se e a aceitar passivamente uma situação já insustentável.

O Partido Comunista Português denuncia tais tentativas, rejeita a «inevitabilidade» da intervenção estrangeira e da decadência do País, apela à resistência e reafirma que há alternativas. O actual programa de governo – que se não for travado conduzirá a um desastre ainda maior – coloca o imperativo da intensificação da acção política e da luta de massas como o único caminho capaz de assegurar a ruptura e a mudança, na concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda.

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