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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

O auto-afastamento dos derrotados

Tornou-se frequente – para alguns, quase obrigatório -, o afastamento da política activa (pelo memos, como a vinham a praticar) dos que são derrotados em eleições.

Acontece, quase sempre, com os presidentes de câmaras que se recandidatam e são derrotados. Acontece (sempre?) com os primeiros-ministros que são derrotados quando se recandidatam. E o mesmo acontece, embora com menos frequência, com líderes de partidos que não alcançam os objectivos a que se propuseram.

Sempre tive dúvidas quanto à correcção deste tipo de decisões, porque em democracia existem governos e oposições, vitórias e derrotas.

A não ser que a derrota não seja assumida colectivamente pela força política derrotada ou que o líder se tenha candidatado contra a vontade ou orientação do seu partido não me parece que faça sentido o seu abandono, por decisão pessoal e logo após a derrota.

Quanto tal acontece, mais do que assumir-se como principal responsável pela derrota, parece-me que tal decisão pessoal significa o contrário, ou seja, a não assunção da sua responsabilidade e a responsabilização do seu partido pelo fracasso eleitoral e a fuga às responsabilidades da situação em que deixa o partido ou o seu substituto e demais equipa ou colectivo.

Ao contrário do que fazem, acho que os derrotados só deveriam abandonar se e quando fosse manifestada essa vontade pelos partidos ou equipas que lideram. Parece-me ser essa a forma mais respeitadora da democracia.

Foi assim que procedi quando me vi numa situação dessas.

Vem tudo isto a propósito que do escrevi aqui e do que tem sido escrito por outros acerca do abandono de José Sócrates e do seu discurso “de despedida”.

E mais não escrevo porque não quero provocar mais enjoos ao H.

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