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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

E depois do adeus… de José Sócrates? (5)

Estas eleições parecem-me particularmente importantes e, eventualmente, decisivas para o futuro deste regime democrático baseado nos partidos políticos tradicionais.

Ou estes percebem a gravidade da situação política e como desceram na confiança das pessoas e actuam, em função disso, procurando recuperar a credibilidade e a confiança perdidas ou o seu futuro, tal como o do país e o deste regime democrático, estará posto em causa.

Em campanha eleitoral é normal que os partidos acentuem o que os distingue e separa, de forma a facilitar as escolhas do eleitorado.  Mas isso agora – perante a gravidade da situação que atravessamos -, não basta e, provavelmente, não será o que as pessoas estão mais à espera.

A situação obrigaria a que os partidos, para além de explicitarem que tipo de sociedade defendem, o que terá um interesse maior a prazo, deveriam apontar o que estão dispostos a fazer, no curto prazo e até ser ultrapassada a gravidade da crise, para salvar o país da bancarrota e evitar que a crise se aprofunde ainda mais e os que mais precisam sejam obrigados a passar maiores privações.

Ou seja, se a prazo é importante clarificar qual é o menor denominador comum, para que as pessoas percebam bem que tipo de sociedade cada partido pretende, em termos imediatos é fundamental que seja igualmente clarificado o maior denominador comum, para que as pessoas percebam também o que cada partido está disposto a fazer para que sejam encontradas as melhores soluções e postas em prática as políticas mais adequadas à mais rápida saída da crise e com os custos a serem o mais justamente distribuídos.

Este desafio coloca-se a todos os partidos, mas principalmente ao PCP e ao BE. Para que as suas propostas ganhem credibilidade e possam ser considerados como partidos de governo não lhes basta acentuar a crítica ao que está mal e mobilizar as pessoas para a luta e a resistência, o que devem continuar a fazer. É necessário também que, enquanto a crise não for ultrapassada, esclarecerem que os sacrifícios continuarão, embora devam ser mais justamente repartidos, e que é necessário suspender temporariamente algumas reivindicações que, embora justas, não serão atendidas enquanto a crise se mantiver. Ou seja, importa que, para além da luta pelos direitos que temos, apontem também os deveres a cumprir e os sacrifícios que teremos de fazer para, o mais depressa possível, fazermos frente a esta crise que nos está a destruir.

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