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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

OS VELHOS DOS MARRETAS

É para mim intolerável a arrogância, a pretensa superioridade moral e a desonestidade intelectual com que alguns ex-contestatários 'soixante-huitards', hoje 'opinion makers' encartados, tratam os jovens da 'Geração à Rasca'.

Há dias, na SIC-Notícias, Vicente Jorge Silva (ex-director do radical 'Comércio do Funchal', nos idos de 60) articulou um discurso sobre os precários e a precariedade que teve, em mim, o mesmo efeito de uma colherada de óleo de rícino: o vómito.

Hoje, no 'Expresso', Miguel Sousa Tavares aproveita para alvo o 'homem da luta', Jel, e insurge-se contra "a reivindicação de um direito à irresponsabilidade, feito em tom muito jovem, muito solto e muito divertido" o que "não augura nada de bom".

Miguel Sousa Tavares esqueceu (talvez por desgaste de memória causado pela imperdoável idade) o sorriso trocista de Daniel Cohn-Bendit para um polícia de choque e a palavra de ordem de Maio de 68 "Soyons réalistes, exigeons l'impossible".

Também naquele tempo os velhos dos 'Marretas' com tribuna na televisão e jornais franceses consideraram a coisa irresponsável, jovem, solta.

Enfim, mudam-se os tempos, mudam-se os protagonistas, mantêm-se os discursos...

(E, já agora, Vicente e Miguel, olhem para o lado e vejam o ideólogo neocon Pacheco Pereira, os arejados ministros Alberto Costa e Alberto Martins e tantos, tantos outros, todos eles filhos da gloriosa geração de 60...)

Publicada por Pedro Martins aqui.

"Esperemos que seja o primeiro passo para uma democracia participativa em Portugal"

Foto de José Sérgio © SOL

 

A adesão à manifestação da "geração à rasca" ultrapassou largamente os números inicialmente previstos, com cerca de 300 mil em todo o país, disse à Lusa Paula Gil, da organização. A organizadora do protesto considerou que a adesão de manifestantes mostra que "a precariedade afeta toda a gente na sociedade, tendo ultrapassado largamente os 60 mil que se previam. "Esperemos que seja o primeiro passo para uma democracia participativa em Portugal", disse.

As reacções ao Protesto não se fizeram esperar e vêm no sentido dos que foram feitos antes, como referi no alvitre anterior.

Parece-me que insistem em não querer ver o que está efectivamente em causa - o regime democrático e o sistema capitalista, tal como se apresentam na actualidade.

Considerar, como alguns estão a fazer, que o Protesto se esgotou neste dia e que não terá consequências é não querer ver o que se está a passar neste país e não só.

Se o poder político e as instituições não forem capazes de se reformar e de reformar o regime e o sistema serão os cidadãos a fazê-lo, através de uma participação mais activa e menos enquadrada. Esta é, em minha opinião, a principal mensagem desta inédita e grandiosa manifestação popular. A segunda é a de que se não tiverem na devida conta o Protesto este não ficará por aqui.

Comentários recentes

  • Anónimo

    ????????????????????

  • Anónimo

    Ninguém comenta a capa verde?

  • Anónimo

    Obrigado caro amigo. Um grande abraço. Ricardo (Se...

  • Ana Matos Pires

    Sim, vai seguir mail e o jornal fará o que entende...

  • Anónimo

    Dra,, esse reparo devia ser enviado directamente a...

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