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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Empresa de manutenção de aeronaves vai instalar-se no Aeroporto de Beja

A ANA Aeroportos assinou um acordo com a empresa AEROMEC-MECÂNICA DE AERONAVES, SA visando a construção e exploração, no Aeroporto de Beja, de um hangar destinado à manutenção de aeronaves (Wide body e Narrow body), num investimento global de cerca de cinco milhões de euros e estimando-se a criação de cerca de 100 postos de trabalho, uma vez iniciada a exploração, prevista para o primeiro semestre de 2012.

 

Esta, a confirmar-se, poderá ser a melhor notícia, que se ouviu nos últimos tempos, sobre o Aeroporto de Beja. Serão investimentos deste tipo que mais poderão contribuir para o impacto positivo do Aeroporto na região.

 

Alvito apresenta-se no Stand do Alentejo na BTL

 

Os produtos locais e as tradições do concelho de Alvito vão estar em destaque, no Sábado, na BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorre na FIL, em Lisboa, entre os dias 23 e 27.
A representação da responsabilidade da Câmara Municipal contemplará a degustação de diversos produtos locais e regionais, miniaturas de pão alentejano e de pão de rala, confeccionados pela Escola Profissional de Alvito, o vinho produzido pela Herdade das Barras e, ainda, a actuação do Grupo Coral e Instrumental «Campos do Alentejo».

Para além de Alvito, estão também presentes na BTL os municípios de Aljustrel, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo, Moura, Ourique, Mértola, Serpa e Vidigueira e outros do resto do Alentejo, num total de 27, integrados no stand Alentejo, que conta com diversas acções promocionais organizadas pela Turismo Alentejo, ERT

em conjunto com os Pólos de Desenvolvimento Turístico, designadamente o Congresso Internacional “Alentejo: Património do Tempo”, os pacotes turísticos para seniores integrados no programa “Alentejo faz-me bem”. 

 

O campo

O campo é apreciado, sentido e vivido das mais diversas maneiras.

O campo que tem mais visibilidade, ganha através dos órgãos de comunicação social, designadamente dos “cor-de-rosa”, é talvez o menos genuíno, porque é tratado como um cenário em que tudo é romântico, belo e sem mácula. Os que o vivem ou dele falam assim, apreciam fundamentalmente o que o decora, os ambientes nele criados, mais ou menos, artificialmente, o que permite fazer bonitas reportagens, tirar belas fotografias e escrever lindos poemas.

Quem apenas conhece “este” campo ignora o “outro” campo, em que as pessoas vivem ou, simplesmente, sobrevivem, que têm que trabalhar e explorar tudo o que dele se pode tirar, não com a preocupação de parecer bem ou ser bonito, mas para sobreviverem ou viverem.

Há uma distância enorme entre os que se deslocam ao campo, para passar uns dias na casa que compraram, mandaram construir ou alugaram, para caçar, pescar, observar, fotografar, passear a pé, a cavalo, de bicicleta, de moto ou jipe ou desenvolver qualquer outra actividade lúdica ou de prazer e os que nele vivem e trabalham; entre os que aproveitam o campo para tudo o que lhes dá prazer e os que o exploram o para tudo o que necessitam.

Enquanto os primeiros têm do campo uma visão, mais ou menos, idílica, os outros, pelo menos alguns dos outros, têm do campo uma visão sofrida. Isso não quer dizer que os primeiros gostem e tratem melhor o campo do que os outros, que, porque dele precisam para viver e porque se identificam com ele, a que estão “umbilicalmente” ligados, o tratam e vivem com respeito e amor sincero.

Existem ainda os que, embora estejam ao campo ligados desde sempre, têm do campo uma visão e o tratam como se só agora o tivessem descoberto. São os que o apresentam e falam das actividades que nele desenvolvem “para turista ver”. Colocam-se do lado de fora, esquecem ou tentam ignorar o que campo é realmente e o que significa para os que dele e nele vivem. Alguns nem sequer se aperceberam que “o seu tempo” passou, persistindo em viver “fora do tempo actual”, comportando-se como extra-terrestres na Terra, estrangeiros no seu próprio país e como citadinos no campo, não se apercebendo de como vivem num mundo virtual, só seu e de uns poucos mais, que realmente já não existe a não ser nas suas cabeças.

O campo dá prazer, permite actividades turísticas, desportivas e de lazer, mas dá também preocupações, trabalho e oferece bastantes riscos. Quem se desloca ao campo para descansar, para de se divertir ou, simplesmente, para o apreciar, nem sempre tem a noção do que significa viver nele, dele e para ele, em contínuo, dia a dia, ano a ano, como se o tempo não passasse, simplesmente rodasse e em cada volta sua se tenha de fazer o mesmo, de repetir os mesmos gestos, as mesmas preocupações, as mesmas esperanças.

Estas diferentes visões do campo nem sempre se têm de conflituar e antagonizar, nem os seus protagonistas têm de extremá-las, embora, em muitos casos, isso aconteça. Existem, também, os casos, talvez mais raros, em que “os de fora” se integram com facilidade e “sentem as dores” dos do campo, como também acontece que estes também “sentem e fruem os prazeres” do campo. Mas destes pouco reza a história. O que esta preserva é o que mais se nota, pelo desenraizamento, pelo desenquadramento, pelo inusitado.

O camponês e o campestre não são, como alguns parecem julgar ser, figuras de folclore, merecem todo o respeito de todos, porque preservam a natureza e os valores mais autênticos, que os identificam. Um camponês ou qualquer produto campestre identifica, porque se identifica (com) o campo de uma determinada região, o que não acontece com o citadino ou os produtos urbanos.

Talvez vá sendo tempo das revistas e outros órgãos de comunicação social tratarem o campo como ele é na realidade e não apenas como cenário de actividades “para turista ver”, onde alguns figurões e figuronas se passeiam como se de uma “passerelle” se tratasse. E que alguns “camponeses” acordem do torpor em que vivem e “caiam na real”.

Alvito, 18 de Janeiro de 2011

 

Publicado na edição nº 104 da revista Mais Alentejo.

Revista Mais Alentejo 104

Montado património mundial da Unesco,

principal tema de capa.

 

Entrevista com jornalista Mário Crespo.

 

Reportagem sobre taurismo,

projecto inovador da Herdade da Galeana.

 

Vinhos da Herdade Cortes de Cima, Vidigueira.

 

 

 

 

Já está nas bancas.

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