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Alvitrando

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Aqui se dão alvíssaras e trocam ideias sobre temas gerais, o Alentejo e o poder local, e vou dando notícias das minhas reflexões sobre temas da actualidade e de acontecimentos que achar que devem ser divulgados por esta via.

Epílogo (ou não) da troca de cartas abertas

Há uma semana publiquei aqui uma carta aberta a Jorge Pulido Valente, criticando este primeiro ano do seu mandato como presidente da Câmara Municipal de Beja.

Com ela pretendi manifestar a minha insatisfação por ter levado um ano a justificar a inépcia com a pesada herança e pelos excessos de linguagem que tem usado, com o que, em meu entender, não tem nada a ganhar; manifestar a minha concordância com posições que tem assumido em defesa do desenvolvimento da região e do concelho; alertar para as críticas que se vão ouvindo, mesmo de alguns dos que mais apoiaram a sua candidatura; sublinhar a necessidade de clarificar o rumo e a estratégia e que sejam concretizadas as medidas urgentes anunciadas; recordar que o enconchamento e o autismo perante as dificuldades não são as atitudes mais aconselháveis e úteis para as ultrapassar; e, essencialmente, provocar um debate sobre o Concelho de Beja e a sua gestão autárquica, que julgo pertinente e oportuno.

Jorge Pulido Valente respondeu-me também com uma carta aberta que também publiquei aqui. Nela afirmou que fui incorrecto e injusto na apreciação que fiz, sem ter feito os “trabalhos de casa”, o que me terá levado a fazer afirmações tendenciosas; o programa eleitoral que apresentou foi para dois mandatos e que, apesar de todas as dificuldades, estão a conseguir cumprir as suas propostas, que passarão a ter maior visibilidade no próximo ano; as maiores dificuldades têm surgido do funcionamento dos serviços da Câmara; tem denunciado frontalmente os comportamentos antidemocráticos dos seus adversários sem insultar nem caluniar ninguém ao contrário deles.

E enviou-me a “Informação Periódica à Assembleia Municipal” e um “Balanço e avaliação do 1º ano de execução” do Beja Capital, que não publiquei porque o seu tamanho não o permitia.

Não pretendo, agora, responder à carta aberta de resposta de Jorge Pulido Valente à minha, até porque não respondeu às questões que coloquei. Pelo menos, de forma convincente para mim. Pretendo apenas fazer algumas considerações ao debate que aqui, no Alvitrando, se travou.

Se é certo que ele mostrou que existe muita apetência para o extremar de posições, a favor e contra, também é certo que foram feitos alguns comentários de forma correcta e procurando elevar o debate e mostrando que, se for manifestado interesse e forem criadas as condições necessárias, poderão existir condições para uma reflexão e um debate mais alargado e profundo sobre o concelho e a sua gestão autárquica.

Acho que mais do que procurar culpas e culpados e andar à caça de bruxas, importa motivar, envolver e mobilizar todos os dispostos e disponíveis em transformar Beja num concelho mais amigo. Mais amigo do ambiente, mais amigo do desenvolvimento e, por último porque elas são as primeiras, das pessoas. Nessa acção, mais do que apurar o que nos divide e excluir os que não pensam da mesma maneira, importa procurar o maior denominador comum, como há muito defendo.

Por melhores que sejam os programas e propostas e até as realizações eles só terão pleno êxito se forem partilhados pelos destinatários, e, para que tal aconteça, eles precisam de ser ganhos e envolvidos em todo o processo.

Talvez agora o meu amigo Jorge Pulido Valente compreenda melhor os objectivos da minha carta aberta, de que manifestamente não gostou. E talvez também possa tirar algumas ilacções, porventura, mais úteis.

"Medidas para desenvolver a agricultura alentejana"

Realizou-se em Sousel, no passado dia 16, o 14.º Encontro Regional da Agricultura Familiar Alentejana, organizado pela Ruralentejo – Conselho para o Desenvolvimento Rural do Alentejo.
O encontro, que teve a participação de mais de 250 pessoas, entre agricultores, técnicos e autarcas, discutiu e debateu, o tema «Agricultura familiar, sustentabilidade agrícola e abastecimento do mercado interno, hoje e pós 2013».

Leia aqui as principais conclusões, divulgadas pela direcção da Ruralentejo.

A"herança pesada" no Crato

O presidente da Câmara Municipal do Crato, João Teresa Ribeiro, afirmou sábado, durante um jantar para assinalar o primeiro ano de mandato, que juntou cerca de 200 pessoas, que o anterior executivo liderado por Correia da Luz, do PS, deixou um “herança pesada” em várias áreas do município, sublinhando que “Não compreendo como é que em 12 anos e havendo fundos comunitários para o efeito, o problema dos esgotos, que continuam a correr para as nossa ribeiras, não foi resolvido”.

João Teresa Ribeiro mostrou-se ainda indignado com aqueles que acusam o actual executivo de não realizar obras no concelho, afirmando que quem o diz "está a passar um atestado de falta de inteligência à população" e aludiu também às despesas com a edição deste ano da feira de artesanato e gastronomia do Crato, sublinhando que conseguiram reduzir as despesas em 600 mil euros, em relação a 2009, e ao mesmo tempo aumentar a receita em 50 mil euros.

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